Em entrevista ao Conexão Infra exibido nesta quinta-feira (27), o CEO da Eixo SP, Robinson Avila, disse que espera novas concessões em que seja possível juntar trechos de rodovias com contratos perto do vencimento.
Avila sugere que os próximos governos estaduais aproveitem o fim de contratos de estradas pedagiadas em São Paulo, como o sistema Anhanguera/Bandeirantes e a Intervias, para “reempacotar” o desenho das concessões e incorporar trechos que hoje estão sob gestão do poder público.
Como as rodovias paulistas têm boa qualidade reconhecida pelos usuários, trata-se de uma forma de ampliar a malha concedida e desonerar o Estado de investimentos em rodovias que hoje são públicas.
“Muitas rodovias que foram concessionadas na década de 1990 tiveram grandes investimentos e hoje tem um tráfego muito importante. Então, quando elas vencem é possível fazer uma nova embalagem, colocando rodovias de menor tráfego e, eventualmente, dividindo os lotes existentes em dois e trazendo outras rodovias. Aí você consegue fazer um novo empacotamento”, explicou.
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Além do sistema Anhanguera/Bandeirantes, citou a Intervias, e um trecho da Castelo Branco como exemplos de estradas em que esse modelo poderia dar certo. O executivo também compartilhou a experiência da própria Eixo SP em uma concessão do gênero.
“A Eixo foi um caso interessante pois vencemos o contrato de uma antiga concessionária, pegamos o trecho, juntamos com mais mil quilômetros e foi feita uma concessão de mil e duzentos quilômetros”
Com seis anos de operação recém-completados no estado de São Paulo, a Eixo SP entrou no auge de investimentos do contato e prevê desembolsos de R$ 1,3 bilhão em obras de ampliação (como duplicações e terceiras faixas) em 2026. Já no próximo ano serão mais R$ 1,2 bilhão.
A concessionária, que administra 1.273 km de rodovias em São Paulo, pertence a um consórcio formado pelo Pátria Investimentos e pelo GIC (fundo soberano de Cingapura).
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