O CEO Global do Inter, João Vitor Menin, explicou que a instituição financeira adotou a estratégia chamada “Regra dos 50” como principal diretriz de rentabilidade e crescimento para os próximos três anos.
Em entrevistao ao CNN Money nesta quinta-feira (6), Menin explica que a iniciativa foi inspirada na chamada “Regra dos 40”, amplamente utilizada na indústria de tecnologia.
“A gente copiou ela da indústria de tecnologia, que usa a regra dos 40. A gente deu uma ‘pitada’ nela, a regra dos 50”, disse o CEO Global. A métrica consiste em somar o percentual de crescimento da receita com o percentual de rentabilidade — representado, no caso dos bancos, pelo ROE (retorno sobre o capital). “É simplesmente combinar o crescimento que você tem na receita com o crescimento na rentabilidade”, afirmou.
No trimestre mais recente, o Inter registrou 32% de crescimento de receita e um ROE de 16,5%, totalizando 48,5 pontos — resultado que, segundo Menin, está dentro da banda de aproximadamente três pontos prevista pela regra. “Quando você soma esses 32 com esses 16, chega nos 48, que é muito próximo da banda que a gente tem de mais ou menos 3 pontos para a nossa regra dos 50”, destacou.
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Estratégia de longo prazo na Nasdaq
Menin também abordou a decisão do Inter de migrar da B3 para a Nasdaq, em 2022. Para ele, a bolsa americana é mais adequada ao perfil da empresa por concentrar investidores com visão de longo prazo.
“A Bolsa Americana é mais apropriada para uma empresa como o Inter, quando a gente fala de empresa de tecnologia, de crescimento e de mais futuro”, disse. Ele citou como exemplo grandes seguradoras norte-americanas, que administram poupanças estáveis de longo prazo e podem apoiar teses de investimento por horizontes mais extensos.
Segundo ele, passados quatro anos da listagem na Nasdaq, a base de acionistas do Inter passou a incluir exatamente esse perfil de investidor institucional. “Coisa que, estando listado aqui no Brasil, teria sido mais difícil para a gente conseguir”, avaliou.
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