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Terça-feira, 12 de Maio de 2026

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Clima adverso nos EUA eleva cotações do trigo em chicago

Relatório aponta 40% das lavouras em condições ruins ou péssimas, afetando o desenvolvimento da safra de inverno

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Clima adverso nos EUA eleva cotações do trigo em chicago
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A redução na estimativa de produção da safra 2026/27 pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foi o principal fator de suporte para a forte alta do trigo na sessão desta terça-feira (12) na Bolsa de Chicago. O órgão revisou o volume projetado de 54,02 milhões para 42,48 milhões de toneladas, reforçando o cenário de menor oferta global.

Com isso, o contrato para entrega em julho subiu 7,10% na sessão e encerrou o dia cotado a US$ 6,7900 por bushel.

O movimento altista também foi intensificado pelo cenário climático nos Estados Unidos. O relatório de acompanhamento de safra, divulgado na segunda-feira (11), apontou piora nas lavouras de trigo de inverno, com a área em condições ruins e péssimas subindo para 40%, ante 37% na semana anterior e 18% no mesmo período do ano passado. As condições adversas seguem pressionando o desenvolvimento do trigo de inverno e atrasando o plantio da safra de primavera.

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Soja

Na Bolsa de Chicago, os preços futuros da soja terminaram o dia com avanços e  com o contrato para entrega em julho registrando alta de 1,13% e encerrando cotado a US$ 12,2675 por bushel.

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A  Agrinvest destacou que o movimento foi sustentado principalmente pelo relatório de oferta e demanda do USDA, que trouxe revisões consideradas altistas para o balanço norte-americano. Embora a produção tenha sofrido apenas ajuste leve — de 121,10 milhões para 120,7 milhões de toneladas, o destaque ficou para a forte redução dos estoques finais, que passaram de 12,93 milhões para 8,44 milhões de toneladas, refletindo maior consumo interno.

Esse avanço no consumo está ligado, sobretudo, ao aumento do esmagamento de soja nos Estados Unidos. O USDA elevou a projeção de crush de 72,26 milhões para 74,8 milhões de toneladas. No mercado de derivados, a consultoria Agrinvest destacou que o viés também foi positivo, com o óleo de soja registrando ganhos superiores a 1%, enquanto as margens de esmagamento seguem muito elevadas no país, chegando a superar US$ 100 por tonelada em algumas regiões.

Milho

O contrato futuro do milho para entrega julho  finalizou a sessão com valorização de 1,00% na Bolsa de Chicago, em que ficou cotado em US$ 4,8000 por bushel.

A Agrinvest reportou que os futuros do milho trabalham com ganhos mais moderados frente às  demais commodities, com boa parte do suporte vindo do trigo. Para a produção da temporada 2026/27, praticamente não houve alterações, com o USDA repetindo os números indicados no Fórum.

Já para os estoques finais da safra 2025/26, houve aumento significativo, saindo de 34,55 Mi t no relatório de abril para 54,41 Mi t neste mês. O número é baixista, pois indica maior estoque de passagem para a próxima temporada 2026/27.

Como o agronegócio enfrenta o risco climático que muda a cada safra

FONTE/CRÉDITOS: andressasimao
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