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Terça-feira, 12 de Maio de 2026

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O que é duplicata escritural? Como funciona, vantagens e o que muda

Resolução do Banco Central extingue o uso de papel e promete destravar o mercado de recebíveis no Brasil; veja cronograma e como adaptar sua empresa

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Por Estadão Rondônia
O que é duplicata escritural? Como funciona, vantagens e o que muda
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A duplicata escritural é a versão digital de um dos principais títulos de crédito usados por empresas, as duplicatas. Regulada pelo Banco Central do Brasil (BC), ela substitui o modelo em papel por um sistema eletrônico mais seguro, rastreável e integrado.

O que é duplicata escritural?

Duplicata escritural é um título de crédito 100% digital, emitido e registrado eletronicamente por uma escrituradora autorizada pelo BC. Ela representa uma venda a prazo, principalmente entre empresas, e pode ser usada para cobrança ou como garantia em operações de crédito por parte do comprador.

Como a duplicata escritural funciona na prática

O fluxo operacional da duplicata digital segue cinco etapas fundamentais:

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  • Emissão: A empresa vendedora gera o título digitalmente após uma venda a prazo
  • Registro: O título é registrado em uma escrituradora oficial
  • Aceite: O comprador (sacado) confirma formalmente a operação no sistema
  • Rastreabilidade: O documento fica visível para o monitoramento de todas as partes e do regulador
  • Negociação: O detentor do título pode utilizá-lo como garantia ou antecipar o valor em instituições financeiras
  • O que muda com a nova resolução

    A Resolução 339/2023 do Banco Central não é apenas uma mudança do papel para o digital, mas uma reforma estrutural na governança dos recebíveis. Sendo as principais mudanças:

    • Fim do papel: títulos passam a ser totalmente digitais, garantindo rastreabilidade
    • Registro obrigatório: será necessário o registro em uma escrituradora autorizada pelo BC, necessário para antecipação ou uso como garantia
    • Mais acesso a crédito: empresas podem negociar com diferentes instituições financeiras
    • Rastreabilidade: todas as duplicatas ficarão registradas, permitindo o acompanhamento da emissão ao pagamento
    • Integração com notas fiscais eletrônicas: mais validação, menos erros e mitiga o risco de fraudes
    • Aceite obrigatório: o comprador deverá confirmar ou recusar o título formalmente no sistema
    • Controle dos recebíveis: as empresas ganham mais visibilidade sobre seus títulos, tornando a gestão financeira mais eficiente

    As principais vantagens

    A migração para o modelo escritural oferece benefícios além da simples eliminação do papel, promovendo uma blindagem robusta contra fraudes por meio da rastreabilidade total de cada ativo. Essa transparência nas operações permite que o gestor tenha uma visão tempo real dos seus ativos, resultando em uma melhor gestão do fluxo de caixa.

    A maior vantagem reside na ampliação das opções de financiamento. Com títulos devidamente registrados e validados, o risco de crédito é mitigado, o que permite que as empresas negociem taxas mais competitivas e acessem novas fontes de capital, tornando o negócio mais resiliente.

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    Quando entra em vigor

    A implementação das duplicatas escriturais será gradual, dividida em fases, possibilitando que as empresas tenham uma transição controlada. O cronograma é:

    • Junho de 2026: início da fase opcional (produção assistida)
    • Junho de 2027: obrigatoriedade para empresas de grande porte
    • Janeiro de 2028: obrigatoriedade para empresas de médio porte
    • Junho de 2028: expansão para empresas de pequeno porte

    Importância para as empresas

    A duplicata escritural tende a aumentar o uso de recebíveis como fonte de crédito, hoje ainda subutilizados no Brasil. Com mais controle e padronização, empresas ganham eficiência financeira e acesso a capital com melhores condições.

    FONTE/CRÉDITOS: jessicapereira
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