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Aquisição de 15 mil galões e programação de caminhões-pipa reforçam atendimento às famílias
Mais de 180 mil litros de água potável já foram entregues pela Prefeitura de Porto Velho às famílias que enfrentam a estiagem, conforme balanço atualizado nesta quinta-feira (22). As distribuições incluem galões, garrafas de água, recargas comunitárias e abastecimento por caminhões-pipa, tudo parte da Operação SOS Estiagem e do Projeto Água Presente.
Com o intuito de ampliar esse atendimento, foram adquiridos 15 mil galões de 20 litros, o que representa um total de 300 mil litros de água. Há também a expectativa de que a distribuição por caminhões-pipa continue, com uma média estimada de 30 mil litros por dia nos próximos 30 dias, podendo totalizar até 900 mil litros, caso o planejamento seja seguido.
O prefeito Léo Moraes destacou que o município se manterá ativo no atendimento às famílias que enfrentam dificuldades para acessar água potável.
“Água potável é uma necessidade básica, e nenhuma família pode ficar sem assistência neste período de estiagem. Estamos utilizando os recursos do município e buscando apoio federal para ampliar as entregas, especialmente nas comunidades ribeirinhas, onde o acesso é mais difícil”.
A ampliação da assistência está condicionada à organização de diferentes modos de transporte, já que algumas comunidades têm acesso por estrada, enquanto outras dependem de embarcações. Por isso, as entregas são planejadas conforme as particularidades de cada localidade.
O tenente-coronel PM Marcelo Duarte, diretor executivo e supervisor das Ações da Defesa Civil, explicou que as equipes estão preparadas tanto para atender comunidades com acesso por terra quanto aquelas ribeirinhas.
“Nosso trabalho é garantir que a água potável chegue às famílias mais afetadas pela estiagem, principalmente nas comunidades de difícil acesso. Já distribuímos mais de 180 mil litros e estamos organizando novas entregas por terra e pelos rios, para manter o abastecimento enquanto durar a necessidade”, detalhou Marcelo Duarte.
O planejamento inclui não apenas a distribuição de água em embalagens, mas também recargas de galões reutilizáveis e abastecimento por caminhões-pipa, possibilitando que as necessidades das famílias sejam atendidas conforme as condições de acesso e a programação das equipes.
ENTREGAS E ABASTECIMENTO
Do total já distribuído, 30 mil litros correspondem à entrega de 1.500 galões de 20 litros. Além disso, foram disponibilizados 42 mil litros em 3.500 fardos de água, com seis garrafas de dois litros cada.
Mais de 400 recargas de galões nas comunidades já foram realizadas, representando acima de 8 mil litros de água. Na área da Força-Tarefa 03, os caminhões-pipa já entregaram 100 mil litros, e o abastecimento também foi iniciado na região atendida pela Força-Tarefa 04.
Uma das abordagens do Projeto Água Presente consiste na utilização de galões reutilizáveis, permitindo que as famílias recebam novas recargas conforme a programação das equipes.
ATENDIMENTO
A Defesa Civil está preparando novas entregas para comunidades do Baixo Madeira. Entre os dias 23 e 31 de outubro, está programada a distribuição de 2.500 galões de 20 litros para São Carlos, Cavalcante e Terra Caída, correspondendo a 50 mil litros de água.
A logística de uma missão fluvial, com embarcações e transporte de materiais essenciais para o atendimento, começará a ser preparada a partir de 26 de outubro.
As entregas têm início previsto para 29 de outubro, passando por comunidades como Boa Vitória, Nazaré, Pombal, Santa Catarina, além de outras localidades ribeirinhas.
Em Calama, a assistência está programada entre 4 e 8 de novembro. As datas poderão ser ajustadas conforme as condições de navegação e acesso às comunidades.
Simultaneamente às ações já realizadas, a Prefeitura aguarda a análise de um pedido de R$ 7,5 milhões em recursos federais para aumentar a assistência durante a estiagem. Desse total, R$ 707,4 mil estão destinados à aquisição adicional de 45.642 galões de 20 litros, equivalente a mais de 912 mil litros de água. O pedido também inclui assistência alimentar, transporte, combustível e outros materiais essenciais para a operação.
Combinando as aquisições municipais, a previsão de abastecimento via caminhões-pipa e a complementação solicitada ao Governo Federal, as ações podem atingir mais de 2,1 milhões de litros de água, dependendo da aprovação dos recursos e da execução das entregas programadas.
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