Ação mostrou como reconhecer riscos e agir com segurança
A estudante Júlia Elizabeth, com apenas 6 anos, já interiorizou uma regra vital: ao se deparar com uma serpente, escorpião ou outro animal que represente risco, não deve tentar pegar ou brincar. Ela é aluna do primeiro ano da Escola Municipal Rio Madeira Extensão II e aprendeu que o correto é manter distância e acionar um adulto.
“Eu não vou mexer neles. Vou chamar uma pessoa adulta e continuar olhando para ele. É importante aprender porque isso ajuda a gente a não se picar”.
Esse conhecimento foi adquirido durante uma ação educativa voltada para os alunos da escola, que abordou de maneira acessível o tema dos animais peçonhentos, incluindo apresentações dos animais, orientações de profissionais e espaço para perguntas.
A proposta surgiu após a descoberta de duas serpentes nas instalações da escola recentemente. Essa situação levou a equipe a transformar a preocupação em uma oportunidade de aprendizado e prevenção.
CONHECER PARA PREVENIR
A atividade foi realizada pela Coordenação de Acidentes por Animais Peçonhentos da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Além de aprender sobre os animais, as crianças foram informadas sobre seus hábitos, os locais onde podem ser encontrados, cuidados para evitar acidentes e o que fazer ao se deparar com algum deles.
Edson Neves, coordenador de Acidentes por Animais Peçonhentos da Semusa, destacou que o aparecimento ocasional desses animais está atrelado às características da região amazônica e que a informação é clave para que a população saiba lidar corretamente com essas situações.
“A escola nos procurou depois do aparecimento de duas serpentes. Conversamos com as professoras e percebemos que também seria importante trabalhar o assunto com as crianças. Esses animais fazem parte da nossa fauna e Porto Velho possui muitos corredores de mata. Por isso, é importante conhecer para prevenir e, principalmente, saber como agir caso aconteça um acidente”.
Os estudantes participaram ativamente durante a conversa, respondendo perguntas e demonstrando o conhecimento que já possuíam sobre o tema. A atividade ainda incluiu orientações sobre dengue e malária, doenças comuns na região.
Edson também explicou que, em casos envolvendo animais peçonhentos, é crucial que a população saiba onde buscar ajuda. Em Porto Velho, segundo o coordenador, o Cemetron é a referência para casos que necessitam de avaliação e possível administração de soro, além da unidade de referência em Extrema.
CURIOSIDADE COM SEGURANÇA
A vice-diretora da Escola Rio Madeira Extensão II, Suelen Oliveira, ressaltou que a curiosidade é inerente à infância e, por isso, é essencial ensinar como agir corretamente.
“A criança é naturalmente curiosa. Quando encontra algum bicho, muitas vezes a primeira reação é querer tocar ou brincar. Por isso é tão importante conhecer e entender que nem todo animal pode ser tocado. Com uma atividade lúdica e a possibilidade de observar os animais, elas aprendem a identificar uma situação de risco e, principalmente, como se proteger”.
A ação reforçou uma orientação simples que as crianças podem levar para casa: ao encontrar um animal desconhecido ou potencialmente perigoso, não tocar, manter distância e chamar um adulto.
O prefeito Léo Moraes destacou que a prevenção desde a infância também contribui para a disseminação de informações nas famílias. “Quando ensinamos uma criança a reconhecer um risco e agir corretamente, esse conhecimento não fica apenas na escola. Ela leva a orientação para casa e compartilha com a família. É uma forma simples e educativa de prevenir acidentes e cuidar das nossas crianças”.
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