O Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em conjunto com outros órgãos federais, alerta para um cenário de redução das chuvas, temperaturas acima da média e atraso no início da estação chuvosa em parte da Amazônia Legal.
As condições favorecem a estiagem, reduzem a disponibilidade hídrica, ressecam a vegetação e elevam significativamente o risco de incêndios florestais no Brasil.
A previsão para o trimestre agosto, setembro e outubro indica uma intensificação significativa sobre o interior do Brasil em comparação ao mês anterior, reflexo da consolidação da estação seca.
As áreas sob “Alerta Alto” avançam principalmente pelo Centro-Oeste, em especial para Mato Grosso, e pela maior parte da Região Norte, onde houve um aumento expressivo do risco em comparação ao mês anterior.
Incêndio florestal na Amazônia • REUTERS/Bruno Kelly
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Na região Norte, especialmente na Amazônia, a previsão é de chuvas abaixo da média, calor acima do esperado e atraso no estabelecimento da estação chuvosa em parte da Amazônia Legal, o que tende a agravar o cenário de seca.
Outro efeito esperado é a diminuição gradual dos níveis dos rios. Embora parte das bacias ainda apresente condições próximas da normalidade, os indicadores mostram o avanço da estiagem em diferentes sub-bacias da Amazônia.
Segundo os órgãos responsáveis pelo monitoramento, caso não haja reposição significativa das chuvas nas próximas semanas, a resposta hidrológica tende a se intensificar, afetando a navegação, o abastecimento de água e atividades econômicas que dependem dos rios.
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A Climatempo também prevê temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média na Região Norte, principalmente em Roraima e no norte do Amazonas, condições que reforçam o potencial para a ocorrência e propagação de incêndios florestaia.
Cenário geral na Amazônia Legal
Em toda a extensão da Amazônia, foram derrubados 1.145 km² de florestas no primeiro semestre, um índice 10% menor em relação a 2025.
Larissa Amorim, coordenadora do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) do Imazon, aponta que a derrubada de 2026 foi 76% menor do que a de 2022, quando foi registrado o recorde de desmatamento desde 2008.
“Precisamos seguir nessa redução até atingirmos a meta de desmatamento zero para 2030”, afirma.
Amazônia registra queda de 17% no desmatamento no 1° trimestre de 2026 | CNN PRIME TIME
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