O crescimento econômico dos Estados Unidos não foi tão forte quanto se pensava inicialmente no primeiro trimestre, e a tendência é de desaceleração neste trimestre, com a guerra com o Irã alimentando a inflação e pressionando as finanças das famílias.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre, informou o Departamento de Comércio americano na segunda leitura do dado do período em questão, divulgada nesta quinta-feira (28). Anteriormente, a previsão era de um crescimento de 2,0%. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o crescimento do PIB permanecesse inalterado em 2,0%, também em termos anualizados.
A economia cresceu a uma taxa de 0,5% no quarto trimestre. A revisão para baixo da estimativa do PIB do primeiro trimestre refletiu revisões para baixo nos investimentos em estoques e nos gastos do consumidor.
A atividade econômica geral está sendo impulsionada principalmente por gastos relacionados à inteligência artificial.
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O crescimento dos gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da economia, foi revisado para baixo, de 1,6% para 1,4%. Restituições de impostos proporcionaram certo alívio às famílias diante da disparada dos preços da gasolina.
Os gastos empresariais com equipamentos aumentaram a uma taxa de crescimento não revisada de 17,2%. As vendas finais a compradores privados domésticos cresceram a uma taxa de 2,4%. Isso representa uma leve revisão para baixo em relação à estimativa anterior de crescimento de 2,5%.
Os lucros da produção corrente aumentaram a uma taxa de US$ 40,4 bilhões no primeiro trimestre, uma desaceleração acentuada em relação à taxa de crescimento de US$ 246,9 bilhões no quarto trimestre.
Medido pela perspectiva da renda, o crescimento econômico foi de 0,9% no trimestre de janeiro a março. A Renda Bruta Nacional cresceu a uma taxa de 1,6% no quarto trimestre.
Economistas estimam que o conflito no Oriente Médio afetará o crescimento econômico a partir do segundo trimestre.
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