A Emirates Global Aluminium (EGA) afirmou que a restauração completa da produção primária de alumínio em sua fundição de Al Taweelah, nos Emirados Árabes Unidos, atingida por um ataque iraniano no final do mês passado, pode levar até um ano.
As instalações de Al Taweelah foram totalmente evacuadas e entraram em regime de emergência após os ataques de 28 de março à Zona Econômica Khalifa, em Abu Dhabi, informou a empresa em comunicado.
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“Para retomar as operações na fundição, a EGA precisa reparar os danos à infraestrutura e restaurar progressivamente cada uma das células de redução”, disse a EGA.
“Os primeiros indícios apontam que a restauração completa da produção primária de alumínio pode levar até 12 meses.”
A EGA informou que a refinaria de Al Taweelah, que produz alumina, matéria-prima do alumínio, e a planta de reciclagem de Al Taweelah poderão retomar parte da produção antes do prazo, “dependendo da avaliação final dos danos no local”.
As preocupações com o impacto do conflito no Oriente Médio no fornecimento levaram à maior alta mensal em quase dois anos no preço do alumínio em março.
O contrato de referência para alumínio com vencimento em três meses, CMAL3, negociado na Bolsa de Metais de Londres (LME), valorizou-se 10,4% ao longo do mês e atingiu seu maior valor em quase quatro anos – US$ 3.546,50 por tonelada métrica – em 12 de março.
Os produtores de alumínio do Golfo, que normalmente respondem por cerca de 9% da oferta global, estão impossibilitados de exportar o metal para os mercados mundiais por meio de seus canais habituais desde o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, consequência dos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro.
A fundição de alumínio da EGA em Al Taweelah produziu 1,6 milhão de toneladas de alumínio fundido em 2025.
A empresa também possui uma refinaria de alumina adjacente em Al Taweelah, que produziu 2,4 milhões de toneladas da matéria-prima para a produção de alumínio no ano passado.
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