Grandes empresas de tecnologia assinaram nesta quinta-feira (27) uma carta conjunta pedindo uma mobilização social para derrotar o que chamaram de uma onda iminente de ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial. Big techs como Amazon, Microsoft e Google, e desenvolvedoras de IA como OpenAI e Anthropic estão entre as signatárias.
A carta conta com mais de 100 assinaturas, incluindo de companhias de fora do setor de tecnologia, como General Motors, Mastercard e Visa. O documento, intitulado “Um apelo à ação coletiva em defesa cibernética”, afirma que temos tempo limitado para “tornar nosso mundo digital muito mais seguro” diante da ameaça da IA.
“Nos próximos meses, os ciberataques facilitados por IA se tornarão muito mais comuns, à medida que os modelos em todo o mundo se tornarem cada vez mais capazes”, diz a carta. As empresas ainda pedem que líderes governamentais e da indústria mobilizem “todo o peso de sua tecnologia, recursos e experiência para esse esforço”.
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O documento apela para que o governo acelere programas de acesso confiável, que dão a algumas empresas acesso a modelos mais poderosos antes do público em geral, e para que todas as organizações “tornem a defesa cibernética uma prioridade de liderança imediata”.
A CISA, a agência de cibersegurança dos Estados Unidos, e a Casa Branca não responderam a pedidos de comentário da Reuters. O governo de Donald Trump impôs cortes na CISA quando assumiu o poder, e o quadro de funcionários caiu cerca de um terço no ano passado.
Em junho, a aliança de inteligência internacional “Five Eyes” — composta por EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia — emitiu uma declaração conjunta alertando que a revolução da IA estava prestes a “transformar” a cibersegurança. A organização descreveu a tecnologia como um “risco central para os negócios” e pediu urgência na ação.
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