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A orientação visa diminuir a sobrecarga nas unidades de urgência e emergência
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), tem intensificado o monitoramento dos dados da rede pública com o objetivo de aprimorar a organização dos serviços e reduzir o tempo de espera da população. De acordo com estudos da secretaria, existem dois desafios principais: a elevada demanda por atendimentos de menor gravidade nas unidades de urgência e emergência e o alto índice de faltas em consultas agendadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
O prefeito Léo Moraes destacou que o monitoramento dos dados é fundamental para identificar as necessidades da rede e planejar melhorias no atendimento à população.
“Trabalhar com dados nos proporciona a clareza necessária para aprimorar a saúde pública de Porto Velho. Quando o cidadão compreende que a UPA é destinada a emergências e que os postos de saúde estão disponíveis para casos menos graves, toda a rede funciona de forma mais eficaz. É um esforço conjunto: a gestão investe e organiza, enquanto a população nos auxilia utilizando cada serviço no local adequado”, comentou o prefeito.
É importante que a escolha da unidade de saúde leve em conta os sintomas e a gravidade de cada situação. Compreender a função dos serviços disponíveis permite que o cidadão busque a assistência correta e contribui para a melhor organização dos atendimentos na rede municipal.
Segundo o relatório do Departamento de Média e Alta Complexidade (DMAC), no primeiro e no segundo quadrimestre de 2026, a rede municipal de urgência e emergência contabilizou 319.645 atendimentos classificados conforme o Protocolo de Manchester, que determina a prioridade dos pacientes com base na gravidade do quadro clínico. Desses atendimentos, 208.824, ou seja, 65,3%, foram classificados como verde (pouco urgente) ou azul (não urgente).
As unidades que mais receberam atendimentos foram as que concentraram uma boa parte desses registros. A UPA Zona Leste registrou 52.564 atendimentos classificados como verdes ou azuis; a UPA Zona Sul, 51.657; e o Pronto-Atendimento Ana Adelaide, 40.503.
Enquanto as unidades de urgência enfrentam um alto número de pacientes com quadros menos graves, a Atenção Básica também lida com questões relacionadas às faltas em consultas agendadas.
Conforme informações do Departamento de Atenção Básica (DAB), entre janeiro e setembro de 2026, o município teve 43.770 ausências em consultas agendadas nas unidades de saúde dos bairros. As unidades que registraram os maiores números de faltas foram Castanheiras, com 1.987; Agenor de Carvalho, com 1.941; e Caladinho, com 1.684.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, enfatizou que entender a função de cada unidade e comunicar a impossibilidade de comparecimento às consultas é essencial para a organização dos serviços.
“Os atendimentos classificados como verdes e azuis correspondem a quadros leves que podem ser tratados na Atenção Básica. Quando a população busca a UPA para esses casos ou não avisa sobre a falta em uma consulta agendada, o sistema fica sobrecarregado. Precisamos do apoio de todos para assegurar agilidade para quem realmente precisa”, concluiu a secretária.
A falta de comunicação sobre as ausências prejudica a otimização dos horários disponíveis para consultas. Por isso, a Semusa recomenda que os pacientes informem a unidade de saúde quando não puderem comparecer, permitindo que a equipe organize os atendimentos conforme a disponibilidade.
ONDE PROCURAR ATENDIMENTO?
A Semusa fornece orientações à população sobre as funções de cada serviço da rede municipal de saúde:
Unidades Básicas de Saúde (UBS): voltadas para consultas de rotina, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas, ações de prevenção e avaliação de sintomas leves, desde que não haja sinais de gravidade. Essas unidades monitoram a saúde dos moradores ao longo do tempo.
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Prontos-Atendimentos (PAs): estão disponíveis para situações de urgência e emergência que requerem avaliação médica rápida, como dores intensas no peito, falta de ar, acidentes e outros quadros que não podem esperar por uma consulta programada. O atendimento segue a classificação de risco, priorizando os pacientes em situações mais graves.
A Semusa reitera que, diante de sintomas intensos ou agravamento súbito do estado de saúde, a população deve procurar atendimento de urgência. Para consultas de rotina e acompanhamento regular, a recomendação é buscar a UBS de referência.
Os pacientes que não puderem comparecer a uma consulta agendada também devem notificar a unidade de saúde sobre a ausência, preferencialmente com antecedência, para ajudar na organização dos horários de atendimento.
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