A terceira rodada de negociações cruciais entre os Estados Unidos e o Irã começou em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira (26), informou a agência de notícias estatal iraniana IRNA.
Delegações americanas e iranianas chegaram à residência do embaixador de Omã há pouco.
As negociações indiretas, mediadas por Omã, buscam abordar o programa nuclear iraniano e a possibilidade de alívio das sanções, mas ambas as partes já expressaram ceticismo quanto às intenções da outra.
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Irã e EUA retomam negociações nucleares nesta quinta-feira (26)
Os dois países retomaram as negociações neste mês, buscando superar um impasse de décadas sobre o programa nuclear iraniano, que Washington, outros países ocidentais e Israel acreditam ter como objetivo a construção de armas nucleares. Teerã nega essa acusação.
O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente americano Donald Trump, participarão das negociações indiretas com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, informou um funcionário americano à agência de notícias Reuters.
O encontro ocorre após as discussões realizadas em Genebra na semana passada e será novamente mediado pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi.
Em seu discurso sobre o Estado da União na terça-feira (24), Trump apresentou brevemente seus argumentos a favor de um possível ataque ao Irã, enfatizando que, embora preferisse uma solução diplomática, não permitiria que Teerã obtivesse armas nucleares.
Ele mobilizou caças, grupos de ataque de porta-aviões, além de destróieres e cruzadores na região, na esperança de pressionar o Irã a fazer concessões.
Embora as negociações se concentrem no programa nuclear iraniano, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a recusa do Irã em discutir seu programa de mísseis balísticos é um “problema grave” que terá de ser resolvido eventualmente, já que os mísseis são “projetados exclusivamente para atingir os Estados Unidos” e representam uma ameaça à estabilidade regional.
Pressão dentro e fora do Irã
Os Estados Unidos têm reunido uma força militar massiva no Oriente Médio — seus maiores destacamentos militares na região desde a invasão do Iraque em 2003 — o que gera temores de um conflito regional mais amplo.
Em junho do ano passado, os EUA se juntaram a Israel no ataque a instalações nucleares iranianas. O Irã ameaçou retaliar violentamente caso seja atacado novamente.
Trump afirmou em 19 de fevereiro que o Irã precisa fechar um acordo em 10 a 15 dias, alertando que, caso contrário, “coisas muito ruins” aconteceriam.
Os preços do petróleo subiram ligeiramente nesta quinta-feira, enquanto os investidores avaliavam se as negociações entre EUA e Irã poderiam evitar um conflito militar que ameaça interromper o fornecimento, embora os ganhos tenham sido limitados pelo aumento dos estoques de petróleo bruto dos EUA.
A Arábia Saudita está aumentando sua produção e exportações de petróleo como parte de um plano de contingência caso um ataque americano ao Irã interrompa o fornecimento do Oriente Médio, disseram duas fontes na quarta-feira (25).
Araqchi afirmou na terça-feira (24) que seu país busca um acordo justo e rápido, mas reiterou que não abrirá mão de seu direito à tecnologia nuclear para fins pacíficos.
Washington considera o enriquecimento de urânio no Irã um caminho potencial para a obtenção de armas nucleares.
“Um acordo está ao alcance, mas somente se a diplomacia for priorizada”, disse Araqchi em um comunicado divulgado pela X.
Com informações da agência de notícias Reuters
Entenda o que os Estados Unidos querem no Irã
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