O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse a jornalistas nesta quinta-feira (03) que o governo está investigando relatos de que ataques dos EUA contra o Irã mataram quatro pessoas que participavam de uma festa de casamento em um vilarejo próximo ao Estreito de Ormuz no início desta semana. Ele se recusou a descartar a possibilidade de que civis tenham sido mortos no ataque, mas afirmou que os militares “nunca têm civis como alvo em combate”.
“Fui informado, na medida em que sei, de que estamos investigando. Vi os mesmos relatos publicados na imprensa que todo mundo”, disse Vance durante a entrevista coletiva na Casa Branca nesta quinta-feira. “Eu diria que a mídia estatal iraniana não tem sido uma fonte muito confiável sobre o que aconteceu no conflito até agora, então sou extremamente cético em relação a isso.”
Ainda assim, o vice-presidente afirmou: “O que posso dizer com 100% de certeza é que, ao contrário do IRGC [Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica], os Estados Unidos nunca têm civis como alvo em combate. Nunca faremos isso, nunca fizemos isso e, infelizmente, é claro que às vezes as coisas acontecem. Mas, neste caso específico, não acho que tenhamos informações que apontem para um lado ou para o outro.”
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Os comentários de Vance ocorrem após os militares americanos realizarem ataques contra o Irã na terça-feira, levando Teerã a atacar a Jordânia, o Bahrein e o Kuwait. Um funcionário iraniano afirmou que 18 pessoas morreram e outras 108 ficaram feridas nos ataques americanos realizados em várias províncias, segundo a emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB).
Entre os mortos estavam quatro pessoas que participavam de uma festa de casamento, incluindo uma criança, depois que estilhaços de um dos ataques americanos atingiram uma casa em um vilarejo próximo ao Estreito de Ormuz, segundo alegação de Teerã na terça-feira.
“Estamos investigando porque, obviamente, nos importamos”, disse Vance nesta quinta-feira. “Queremos saber e, se realmente cometermos erros, novamente, essa é uma grande diferença entre nós e o Irã: quando nossos militares cometem erros, aprendem com eles.”
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