As reuniões para retomar o plano de paz para Gaza do presidente dos EUA, Donald Trump, foram retomadas nesta segunda (17). Entre os representantes que participaram das conversas estava Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico.
Blair é membro do Conselho Executivo de Trump e do Conselho Executivo para Gaza, que fazem parte do Conselho da Paz do presidente, e atuou como enviado para o Oriente Médio por quase uma década.
Experiência no Oriente Médio
Depois de deixar o cargo de primeiro-ministro britânico em 2007, Blair atuou por oito anos como enviado para o Oriente Médio do chamado Quarteto, composto pelos EUA, União Europeia, ONU e Rússia, que buscavam um acordo de paz entre israelenses e palestinos.
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Quando Blair deixou o cargo, em 2015, o Quarteto era amplamente considerado um organismo ineficaz e sem poder real.
O histórico de Blair como enviado recebeu poucos elogios. Embora a AP (Autoridade Palestina), que governa partes da Cisjordânia ocupada, tenha inicialmente recebido bem sua nomeação, a relação entre eles se deteriorou rapidamente.
Blair tornou-se uma figura impopular e chegou perto de ser declarado persona non grata na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, devido ao que a AP considerava seu viés favorável a Israel.
“O legado de Blair de apoiar a Guerra do Iraque, assim como seus vínculos financeiros e políticos com governantes do Oriente Médio, prejudicaram sua reputação no Oriente Médio e em outros lugares”, disse Shibley Telhami, professor da Universidade de Maryland e pesquisador sênior não residente do Brookings, à CNN no ano passado.
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