A Rede Mater Dei registrou lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões no segundo trimestre, alta de 66% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita também avançou, para R$ 614 milhões, crescimento de aproximadamente 12% na comparação anual.
Em entrevista, o presidente da companhia, José Henrique Salvador, avaliou positivamente o resultado e destacou a capacidade da rede de ampliar as margens à medida que cresce. Segundo ele, as sinergias geradas pela integração das unidades adquiridas em um período de expansão inorgânica contribuíram para o desempenho.
A diferença entre o crescimento do lucro e o da receita, de acordo com Salvador, está principalmente relacionada à diluição de custos e despesas administrativas. Como a estrutura da companhia já está montada, o aumento das receitas permite diluir esses gastos e melhorar o resultado final.
O executivo também citou ganhos de eficiência tributária como fator que contribuiu para o lucro recorde do período.
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Crescimento orgânico é prioridade
Em meio ao cenário de juros elevados no Brasil, a Mater Dei prioriza neste momento o crescimento orgânico, que exige menos capital. A estratégia envolve a atração de equipes médicas, novas parcerias e investimentos nas unidades já existentes.
A companhia, porém, não descarta novas aquisições. Segundo Salvador, a rede permanece atenta a oportunidades de compra de empresas e hospitais, especialmente em praças consideradas estratégicas. O nível de endividamento, de 1,5 vez a dívida líquida sobre o Ebitda, é considerado confortável pela empresa.
Ocupação de leitos e perspectivas
A taxa de ocupação dos leitos chegou a 83,9% no trimestre, dentro do intervalo de 80% a 85% considerado ideal pela companhia. Segundo Salvador, níveis acima desse patamar podem comprometer a qualidade do atendimento e o giro dos leitos.
Para o segundo semestre, o executivo mantém uma perspectiva positiva, apesar das incertezas relacionadas ao cenário eleitoral e a possíveis conflitos. Ele destacou que o terceiro trimestre costuma ter mais dias úteis, o que tende a favorecer as receitas, e afirmou estar otimista com as perspectivas para o setor de saúde e, especialmente, para a Mater Dei.
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