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Sexta-feira, 24 de Julho de 2026

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Espécie invasora está chegando ao litoral brasileiro e ameaça nativas

Ostra "tampinha" compete por espaço e recursos com a Crassostrea brasiliana, prejudicando a biodiversidade local

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Espécie invasora está chegando ao litoral brasileiro e ameaça nativas
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Um ostra exótica vinda da Ásia, a Saccostrea cucullata, popularmente chamada de “ostra tampinha”, está invadindo o litoral brasileiro e ameaçando as espécies nativas.

A ostra foi vista pela primeira vez no Brasil em 2014, em Bertioga, litoral de São Paulo. Desde então, ela se espalhou rapidamente e já é encontrada desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina.

Segundo estudo da “Rede de Ação Local da Ostra Exótica Saccostrea cucullata”, que reúne órgãos governamentais, instituições de pesquisa e comunidades tradicionais, ela é considerada uma espécie invasora porque ocupa o mesmo espaço e consome os mesmos recursos que a ostra nativa do nosso mangue (Crassostrea brasiliana), o que pode prejudicar a sobrevivência da nossa espécie local.

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Diante a situação, foi criado um protocolo de monitoramento para padronizar como os cientistas e órgãos ambientais devem observar essas ostras. O objetivo é entender o tamanho da invasão e criar estratégias para proteger a biodiversidade dos manguezais.

Para isso, órgãos como o Ibama e o ICMBio, junto a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a comunidades locais, realizam buscas em manguezais, costões de pedra e até em locais onde se criam ostras para venda.

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Os pesquisadores vão a campo pelo menos duas vezes por ano: uma no verão — época de reprodução — e outra no inverno — , época de crescimento. Nos locais, eles contam quantas ostras de cada tipo existem e medem o tamanho delas usando um aparelho chamado paquímetro. Também verificam o sal da água e tiram fotos para registrar tudo.

A ação tem como objetivo ajudar os gestores públicos a tomar decisões rápidas para controlar a espécie invasora e garantir que a ostra nativa e o sustento das comunidades que dependem dela sejam preservados.

*Sob supervisão de Thomaz Coelho

FONTE/CRÉDITOS: helenabarra
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