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Pierre Gasly estreou na Fórmula 1 em 2017, no GP da Malásia, ao substituir Daniil Kvyat. No ano seguinte, assumiu uma vaga titular na Toro Rosso após boas atuações.
O desempenho em 2018, incluindo o quarto lugar no Bahrein, abriu caminho para a promoção à Red Bull em 2019. Gasly foi escolhido para substituir Daniel Ricciardo, mas enfrentou dificuldades para acompanhar o ritmo de Max Verstappen.
A pressão aumentou ao longo da temporada, e o francês perdeu a vaga após as férias de verão. A Red Bull promoveu Alex Albon, enquanto Gasly retornou à Toro Rosso, equipe que voltaria a se chamar AlphaTauri.
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Na época, o piloto afirmou ter ficado “chocado e irritado” com a decisão, que considerava injusta.
Em entrevista à CNN Brasil, Gasly, hoje com 30 anos, relembrou o período e reconheceu o impacto daquele episódio em sua carreira.
“Acho que há muito a dizer sobre esse episódio. No fim das contas, ele contribuiu para a minha formação como piloto e como pessoa, porque aprendi muito sobre mim mesmo durante um período desafiador. E, de certa forma, isso me ajudou a conquistar tudo o que conquistei na carreira até agora”, começou.
“Infelizmente, acho que aqueles seis meses me custaram muito, tanto pelo que aconteceu quanto pela maneira como tive que lidar com a situação e com a percepção das pessoas sobre mim. Para mim, isso foi injusto, porque as circunstâncias em que eu estava não eram as melhores“, acrescentou Gasly.
Nova era após saída da Red Bull
A mudança marcou o início de uma recuperação. Nas nove etapas restantes de 2019, Gasly somou pontos em ritmo semelhante ao de Daniil Kvyat durante toda a temporada e conquistou seu primeiro pódio na categoria, com o segundo lugar no GP de São Paulo.
Em 2020, o francês alcançou a primeira vitória da carreira no GP da Itália, em Monza. No ano seguinte, voltou ao pódio e foi responsável por 110 dos 142 pontos da AlphaTauri no Mundial de Construtores.
Com a perda de competitividade da equipe em 2022, Gasly decidiu buscar novos desafios e acertou com a Alpine, sendo anunciado no dia 7 de outubro de 2022 no lugar de Fernando Alonso.
“Isso é a vida. Às vezes, você tem um ótimo carro; outras vezes, não tanto. Esse é o jogo, essa é a carreira. No fim das contas, continuo extremamente grato, porque, sem a Red Bull, nunca teria me tornado piloto de Fórmula 1. Existem diferentes maneiras de enxergar essa situação, mas, com certeza, aquele episódio foi, infelizmente, o único período de seis meses da minha carreira na Fórmula 1 que realmente não deu certo. Mas isso ficou no passado e, definitivamente, não é algo que eu queira reviver”, concluiu Gasly.
Temporada de Gasly em 2026
Na temporada atual, o piloto de 30 anos ainda não subiu ao pódio, mas conquistou a primeira pole position de sua carreira no dia 5 de setembro, em Monza, após 190 corridas.
O francês ocupa a 10ª posição do Mundial de Pilotos — vencido por Kimi Antonelli — com 42 pontos conquistados. A Alpine, escuderia de Gasly, figura na sexta colocação, com 69 pontos.
Pierre volta às pistas neste fim de semana, com o Grande Prêmio de São Paulo, que acontece de 6 a 8 de outubro no Autódromo de Interlagos.
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