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Política

Governo fica impedido de adquirir papel com celulose tratada quimicamente

Análise da proposta está em andamento na Câmara dos Deputados

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Governo fica impedido de adquirir papel com celulose tratada quimicamente
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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Fernanda Melchionna: o branqueamento do papel gera a liberação de poluentes na água

A proposta de lei 3235/26 visa proibir a aquisição de produtos que contenham celulose tratada com processos químicos de branqueamento por órgãos públicos federais. O intuito é prevenir os danos ambientais resultantes da liberação de poluentes na água. A iniciativa encontra-se em análise na Câmara dos Deputados.

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A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), responsável pela proposta, esclarece que o branqueamento é uma opção estética que não aprimora a resistência do papel, gerando, entretanto, poluentes que são complexos de serem eliminados da natureza. "A medida busca utilizar o poder de compra do Estado como instrumento de indução de práticas produtivas mais sustentáveis", argumenta Melchionna.

Essa norma impacta a compra de papéis para impressão, itens gráficos, embalagens (como caixas, papelão e sacolas), além de produtos de higiene e limpeza (como toalhas de papel, papel higiênico e guardanapos). A restrição também se aplica a produtos utilizados por empresas terceirizadas que prestam serviços ao governo.

Conforme o texto, ficam proibidos os produtos que utilizem cloro elemental, compostos clorados (como hipocloritos e dióxido de cloro) ou agentes químicos específicos para a remoção de metais (como ácidos EDTA e DTPA) em qualquer etapa do processo de branqueamento.

Declaração técnica

De acordo com a proposta, o fabricante deverá fornecer uma declaração técnica que comprove a proporção de fibra virgem e reciclada no material.

A proibição não se aplicará a produtos reciclados, desde que a fibra não seja submetida a um novo clareamento no processo de reprocessamento, e em casos de emergência ou calamidade pública, quando não houver alternativas disponíveis no mercado.

Próximos passos

O projeto possui caráter conclusivo e será revisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para se tornar lei, o texto deve ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

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