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Sexta-feira, 13 de Marco de 2026
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Governo mantém estudos para concessão de hidrovias na Amazônia apesar de suspensão

Ministro Silvio Costa Filho afirma que revogação de decreto após protestos indígenas não interrompe análises técnicas para os rios Madeira, Tapajós e Tocantins.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Governo mantém estudos para concessão de hidrovias na Amazônia apesar de suspensão
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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, garantiu nesta quinta-feira, 26, que a agenda de concessões hidroviárias na região amazônica permanece nos planos do governo federal. A declaração ocorre após a recente revogação do decreto que autorizava os estudos de desestatização das hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. Segundo o ministro, a suspensão foi uma medida estratégica para mitigar conflitos e garantir a segurança diante da intensificação de protestos liderados por povos indígenas, que chegaram a ocupar instalações portuárias em Santarém e acampar em Brasília.

Apesar da retirada do decreto, a Secretaria Nacional de Hidrovias continua operando com cinco estudos ativos: dois conduzidos pelo BNDES e três pela Infra S.A. Costa Filho enfatizou que o desenvolvimento da infraestrutura logística não pode ser interrompido, mas admitiu que o processo agora passará por uma fase mais robusta de diálogo. O objetivo é ampliar as consultas públicas e incluir movimentos sociais e o setor produtivo no debate, buscando um equilíbrio entre o escoamento da safra agrícola e a preservação dos territórios tradicionais.

Conflitos e desenvolvimento logístico

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A resistência indígena ao projeto de concessões baseia-se no receio de impactos ambientais e sociais decorrentes de obras de dragagem e derrocagem necessárias para a navegação de grandes comboios de soja e minério. O ministro ponderou que, embora o governo respeite o direito de manifestação, a gestão federal busca evitar que os protestos paralisem o “desenvolvimento do Brasil”. A estratégia governamental agora foca na transparência dos dados técnicos para reduzir a resistência nas comunidades locais.

Próximos leilões no setor portuário

Além da pauta hidroviária, o ministro aproveitou a passagem pela B3 para atualizar o cronograma portuário de 2026. Após o sucesso no arrendamento de três terminais nesta tarde, o Ministério projeta para o segundo semestre os leilões do Tecon 10, no Porto de Santos, e a concessão do Porto de São Sebastião. Estas operações são consideradas vitais para desafogar a logística de contêineres e granéis no Sudeste, consolidando o ano como um dos mais ativos para a infraestrutura nacional.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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