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Domingo, 12 de Abril de 2026

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Irã diz que ataques contra EUA e Israel continuarão com “maior intensidade”

Guarda Revolucionária afirmou que o país agiria contra a infraestrutura americana e de seus aliados de uma forma que os "privaria do petróleo e gás da região por anos"

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Irã diz que ataques contra EUA e Israel continuarão com “maior intensidade”
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O porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou nesta terça-feira (7) que os ataques contra Israel e alvos ligados aos EUA continuariam “com maior intensidade e escala”.

Ebrahim Zolfaqari disse que o Irã agiria contra a infraestrutura dos EUA e de seus aliados de uma forma que os “privaria do petróleo e gás da região por anos”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou o Irã nesta terça-feira que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se Teerã se recusar a reabrir a crucial rota marítima do Estreito de Ormuz até o prazo estipulado por ele, enquanto o Paquistão propôs um cessar-fogo de duas semanas em uma última tentativa de mediação.

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A poucas horas do prazo final das 21h (horário de Brasília) imposto pelo presidente dos EUA, Teerã estava analisando positivamente o pedido do Paquistão para obter mais tempo para a diplomacia, disse à Reuters um alto funcionário iraniano.

A Casa Branca afirmou que Trump estava ciente da proposta e que responderia.

Com o tempo se esgotando, os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã se intensificaram, atingindo pontes ferroviárias e rodoviárias, um aeroporto e uma planta petroquímica.

As forças americanas atacaram alvos na Ilha de Kharg, onde fica o principal terminal de exportação de petróleo do Irã.

O Irã respondeu declarando que não hesitaria mais em atacar a infraestrutura de seus vizinhos do Golfo e afirmou ter realizado novos ataques contra um navio no Golfo e um enorme complexo petroquímico saudita.

Explosões foram ouvidas em Doha na noite de terça-feira, segundo uma testemunha da Reuters na capital do Catar.

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O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

FONTE/CRÉDITOS: lucasoliveira
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