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Ao longo do tempo, Harry Kane tem se mostrado um dos maiores nomes da história da seleção inglesa. Com 33 anos, o atacante do Bayern de Munique converte sua durabilidade em recordes, sem indicar que pretende abrandar seu desempenho.
No jogo realizado em Wembley na terça-feira (6), onde a Inglaterra venceu a Tchéquia por 3 a 0 na Liga das Nações, Kane anotou dois gols, alcançando 125 partidas pela seleção. Com isso, igualou Peter Shilton como o atleta que mais atuou pelos Three Lions. O atacante reconheceu a grandeza de seu feito.
“Acho que isso supera até os meus sonhos mais loucos. É um privilégio enorme”, declarou Kane após o confronto.
Kane transforma longevidade em produção na Inglaterra
O jogador agora possui mais partidas pela Inglaterra do que ícones como Wayne Rooney (120), David Beckham (115), Steven Gerrard (114), Bobby Moore (108), Ashley Cole (107), além de Bobby Charlton e Frank Lampard (106).
Kane alcançou Shilton sem que seu rendimento ofensivo tenha diminuído. Na verdade, ele mantém um impacto que transcende sua mera presença em campo. Bellingham foi um dos que mais ressaltou o atacante, destacando a diversidade de funções que ele desempenha.
“Ele está jogando em um nível inigualável. Marca gols com facilidade, recua para buscar a bola, dá passes em profundidade, participa da construção, faz desarmes… ele faz de tudo. A cada partida, parece estar ainda melhor”, comentou o meio-campista.
Kane e Bellingham durante aquecimento da seleção inglesa (Foto: Tiego Grenho / Every Second Media / IMAGO)
Essa descrição evidencia como Kane conseguiu manter seu alto nível mesmo após deixar a Premier League. No Bayern, ele continua participando ativamente da circulação, auxiliando companheiros e buscando novas formas de impactar a partida.
Os gols, claro, são a parte mais visível de seu desempenho. Nesta temporada, Kane contabiliza seis gols em sete jogos pelo Bayern, além de duas assistências. Essa consistência é um dos fatores que ele considera essenciais para sua longevidade.
“Acredito que fui extremamente consistente nos últimos seis anos e consegui me manter disponível. A disponibilidade é uma das maiores virtudes que você pode ter neste nível”, afirmou.
Kane se manteve saudável enquanto continuava apresentando um desempenho de elite, um feito desafiador para um atacante que já passou dos 30 anos. Ele também atribui parte de sua permanência no topo a um aspecto menos tangível: a vontade de buscar evolução.
Kane segue em busca de mais recordes
O inglês, por sua vez, não vê os recordes como um ponto final. Para ele, atingir uma marca específica aumenta a obrigação de ir além.
“Para continuar em alto nível de forma consistente, é necessário manter a fome de sucesso e buscar mais. Às vezes, jogadores alcançam o topo e pensam que é hora de desacelerar. Para mim, é o contrário. Quando estou no auge, quero realizar ainda mais e descobrir novas formas de evoluir”, explicou.
Kane celebra gol pela seleção inglesa (Foto: Tiego Grenho / Every Second Media / IMAGO)
Tal abordagem explica a presença dele na discussão da Bola de Ouro, mesmo aos 33 anos. Kane está vivendo uma das melhores fases de sua carreira e afirma não ter alcançado seus limites. Ele chega a afirmar que a temporada anterior foi a melhor de sua trajetória — e que atualmente se sente ainda melhor.
Kane já vivenciou praticamente todas as etapas possíveis em uma carreira de elite. Após empréstimos em divisões inferiores, foi artilheiro da Premier League, se tornou o maior goleador da história do Tottenham, capitaneou a Inglaterra em grandes torneios e se transferiu para o Bayern em busca de títulos que ainda faltavam em seu currículo.
Atualmente, além de conquistar troféus, ele também acumula recordes pela seleção. Igualar a marca de Shilton é mais uma conquista. O próximo jogo de Kane pela Inglaterra terá uma particularidade: ele se tornará o atleta que mais vezes entrou em campo pela seleção.
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