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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026

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Mercado Europeu é estratégico e sem substituição para carne, diz Abiec

Às vésperas da União Europeia suspender as compras de produtos brasileiros de origem animal, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes manifesta preocupação com os impactos que a medida causará ao setor de carne bovina

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Por Estadão Rondônia
Mercado Europeu é estratégico e sem substituição para carne, diz Abiec
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Em comunicado enviado na manhã desta quarta-feira (02) a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), ressalta que “a União Europeia é um mercado estratégico para o Brasil, principalmente pelo alto valor agregado pago pela carne bovina e pelo perfil específico dos cortes comercializados, e não há substituição automática do mercado europeu, uma vez que diferentes destinos demandam produtos e cortes diferentes”.

Ainda na nota a entidade diz que “as garantias oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária já foram apresentadas as autoridades europeias e que segue fornecendo subsídios técnicos para que o fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível”.

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A associação destaca que foi criado, em conjunto com a Abcar (Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade) e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), um protocolo privado de controle no uso de antimicrobianos. Esse protocolo está em processo de execução junto à cadeia e tem adesão de 100% das empresas associadas à Abiec, habilitadas ao mercado europeu.

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“Desde que as exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos foram comunicadas vem atuando em conjunto com os demais elos da cadeia produtiva e prestando todo o suporte técnico ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que é o responsável pela condução das tratativas com as autoridades europeias” reforça no comunicado.

Vale destacar que a decisão da União Europeia de proibir o uso de antimicrobianos na produção animal é de 2023. Só em maio desse ano o bloco europeu retirou o Brasil da lista de países aptos a exportar por não ter apresentado, em tempo, as garantias sobre o uso das substâncias.

FONTE/CRÉDITOS: julianacamargo
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