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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

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Mulher mantida em cárcere foi forçada a tatuar 10 vezes nome de dentista

Caso ocorreu em Itapema (SC), mas a vítima conseguiu fugir para o Rio Grande do Sul, onde registrou o boletim de ocorrência

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Mulher mantida em cárcere foi forçada a tatuar 10 vezes nome de dentista
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Um dentista, de 40 anos, manteve a companheira em cárcere privado e a obrigou a fazer mais de 10 tatuagens com o nome dele em Itapema, município de Santa Catarina. O homem foi preso na terça-feira (14).

O casal morava em Itapema, mas a vítima conseguiu fugir para o Rio Grande do Sul, onde registrou boletim de ocorrência contra o agressor.

A investigação teve início a partir do registro da ocorrência no último dia 3 de abril, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião, a mulher de 39 anos relatou ter sido submetida, durante quatro meses, a um ciclo contínuo de violência física, psicológica e moral, além de ser impedida de sair de casa e de manter contato com familiares.

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De acordo com o depoimento da vítima, ela não tinha acesso a celular ou internet e era alvo de agressões e ameaças de morte. Segundo à polícia, ela fugiu do local após o homem ingerir medicação para dormir.

A vítima estava com diversos machucados, e teria sido obrigada a fazer 10 tatuagens com o nome do agressor em diferentes partes do corpo, inclusive no pescoço, de acordo com as informações da delegada Marcela Smolenaars.

O suspeito possui antecedentes policiais, em Santa Catarina, envolvendo condutas semelhantes contra duas outras mulheres. São ocorrências de ameaça, lesão corporal e cárcere privado, em que as vítimas relataram um padrão reiterado de violência, controle, isolamento social e agressões físicas.

Além da prisão, também foram realizadas buscas no endereço do investigado e no consultório odontológico dele. A polícia apreendeu duas armas de fogo, dispositivos eletrônicos e outros elementos probatórios relevantes à instrução do inquérito policial.

O suspeito ficou em silêncio durante o interrogatório.

*Sob supervisão de AR.

FONTE/CRÉDITOS: anabertolaccini
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