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O Real Madrid, mesmo com a vitória sobre o Villarreal, expressou sua insatisfação com as decisões do árbitro, especialmente em relação à expulsão de Vinícius Junior. O jogador brasileiro, que havia sido substituído para o segundo tempo, fez um gol, mas a jogada foi anulada pelo VAR por um puxão de cabelo em Nathan-Dylan Saliba, resultando em um cartão vermelho direto.
No entanto, essa decisão não foi bem recebida por todos; tanto a comissão técnica quanto os atletas do Real Madrid protestaram contra o juiz Díaz de Mera, e a diretoria busca reverter a suspensão de Vini Jr para o próximo clássico contra o Barcelona. Por outro lado, figuras como Gerard López, ex-jogador do Barcelona, defenderam a arbitragem por punir o atacante por conduta violenta.
Com essa divisão de opiniões, o jornalista Raúl Varela se posicionou em defesa de Vinícius Junior, denunciando o tratamento que o jogador tem recebido na Espanha nos últimos anos. Durante o programa “La Tribu”, o editor-chefe da “Radio Marca” destacou a falta de critério dos árbitros ao não aplicarem punições mais severas aos adversários quando Vinícius é o alvo.
— Assisti a um compilado dos chutes, socos, puxões, empurrões e provocações que Vinícius sofreu nas últimas duas temporadas, e é um escândalo o que está acontecendo com esse garoto neste país — afirmou Varela.
— Se o que ocorreu na última partida (11) merece um cartão vermelho (puxão de cabelo), então alguém deveria ser condenado à prisão perpétua pelas ações que fazem contra ele — acrescentou o jornalista.
Mudança de critério leva Vinícius Junior a ser punido no Real Madrid
Os Merengues reclamam da alteração de critério, com base no histórico recente do campeonato que envolve o mesmo juiz: Alejandro Muñiz Ruiz, que atuou como árbitro de vídeo e chamou Díaz de Mera para revisar a jogada por possível conduta violenta do atacante de 25 anos.
No jogo entre Mallorca e Leganés em 19 de abril de 2025, também válido pela LaLiga, Dani Rodríguez puxou Yvan Neyou pelos cabelos. O juiz Ruiz, que estava em campo, analisou o lance e puniu o espanhol com um cartão amarelo. Esse precedente foi citado pelo Real Madrid para argumentar sobre uma suposta perseguição a Vini Jr.
É importante notar que o regulamento de LaLiga não determina automaticamente que um puxão de cabelo deve resultar em cartão vermelho, que é aplicado apenas em casos de conduta violenta. A Regra 12 estipula: “se um jogador usar ou pretender usar força excessiva ou brutalidade contra um adversário quando não estiver disputando a bola […] a ação será considerada conduta violenta”.
Em agosto deste ano, o Comitê Técnico de Árbitros (CTA) divulgou seu novo manual CARD (Critérios Arbitrais, Regras e Diretrizes), que detalha a aplicação das normas sobre conduta violenta e traz exemplos práticos. O documento informa que, para avaliar se uma ação justifica um cartão vermelho, devem ser levados em conta fatores como “intensidade da ação, gesto realizado, área de impacto, força utilizada e risco gerado“.
Assim, Alejandro Muñiz Ruiz interpretou que o puxão de cabelo de Rodríguez em Neyou não superou esse limiar para ser considerado uma conduta violenta. Contudo, 16 meses depois, o mesmo juiz, que atuou no VAR durante Real Madrid x Villarreal, julgou que o camisa 7 demonstrou “força excessiva ou brutalidade” na ação contra o canadense.
Ainda assim, a jogada em questão não condiz com o comportamento habitual de Vini Jr. O atacante brasileiro não é conhecido por cometer faltas e não costuma se envolver em infrações tão graves, mesmo que tais ações não estejam explicitamente descritas no regulamento da competição. A pressão para melhorar após um início de temporada difícil pode estar atuando como um obstáculo para o craque da Seleção superar essa situação.
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