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Agentes da Polícia Federal (PF) foram ao prédio em que está localiza a sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, nesta terça-feira (27), em meio às informações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria viajado para os Estados Unidos. A informações foram confirmadas por interlocutores da sigla ao Portal Claudio Dantas.
Segundo o empresário Simon Levy, aliado do presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), Flávio chegou em segurança ao território americano e atribuiu ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a articulação da operação. A ida ocorre após ser derrotado por Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
A presença dos agentes nas localidades ocorre no mesmo dia em que aliados relataram dificuldades para localizar o senador. A última mensagem conhecida, segundo o Metrópoles, foi enviada às 8h ao senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, quando Flávio afirmou que estava “esfriando a cabeça”, sem esclarecer se havia deixado o Brasil.
PF apura possível passagem pela Argentina
Durante a madrugada, o site argentino Infobae noticiou que Flávio poderia ter viajado a partir de Puerto Iguazú, na Argentina, em um jato particular com destino aos Estados Unidos.
A PF acionou autoridades argentinas para verificar a possibilidade de o senador ter cruzado a fronteira. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que não encontrou registro de entrada de Flávio no país. Segundo as autoridades argentinas, a fiscalização da aeronave mencionada pela imprensa também não identificou plano de voo que incluísse integrantes da família Bolsonaro.
Senador não entregou passaportes no prazo
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse seus passaportes à PF e proibiu sua saída do território nacional. O prazo de 24 horas terminou nesta terça-feira sem que os documentos fossem entregues. A corporação cancelou os passaportes e deverá comunicar o descumprimento da ordem ao ministro.
A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz, relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro. Os investigados negam irregularidades.
Em vídeo publicado na segunda-feira, Flávio afirmou que cumpriria a determinação judicial e declarou: “Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”.
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