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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026

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Queda de pelo em cães: quando é normal e quando pode ser problema de saúde

Não existe um número considerado normal de pelos que deve cair por dia. A intensidade dessa troca varia de acordo com a raça, idade, tipo de pelagem, alimentação, clima e até a estação do ano

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Queda de pelo em cães: quando é normal e quando pode ser problema de saúde
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Quem tem cachorro em casa sabe que encontrar pelos espalhados pelo chão, sofá e tapetes faz parte da rotina. Embora essa perda seja natural, ela também pode ser o primeiro sinal de que algo não vai bem com a saúde do animal.

Assim como acontece com os seres humanos, a queda de pelos dos cachorros é um processo fisiológico. Os fios passam por um ciclo contínuo de crescimento e renovação. Quando esse ciclo ocorre de forma equilibrada, os pelos que caem são substituídos por novos e a pelagem é mantida uniforme e saudável.

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Não existe um número considerado normal de pelos que devem cair por dia. A intensidade dessa troca varia de acordo com a raça, idade, tipo de pelagem, alimentação, clima e até a estação do ano.

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Em muitos cães, principalmente aqueles de pelagem dupla, como Husky Siberiano, Golden Retriever, Pastor Alemão e Labrador, é comum ter períodos de troca mais intensa durante a primavera e o outono. Nessas épocas, a quantidade de pelos espalhados pela casa pode aumentar sem que isso represente um problema de saúde.

Quando a queda deixa de ser normal

A principal diferença entre a queda fisiológica e a patológica, ou seja, aquela que indica um problema de saúde, está na forma como ela acontece.

Na troca natural, os pelos caem de maneira distribuída pelo corpo e a pele permanece sem falhas, vermelhidão ou irritação. Já quando a perda é excessiva, localizada ou acompanhada por outros sinais, ela merece atenção.

“Quando o tutor percebe áreas sem pelo, lambedura excessiva, coceira, mau cheiro, descamação ou mudanças na pele, o ideal é levar o animal para avaliação veterinária”, explica o veterinário Gleison Mota Ribeiro, do Hospital Veterinário Taquaral.

Diversas doenças podem causar queda de pelo

Entre as causas mais comuns para a queda dos pelos dos cachorros estão as doenças de pele. Dermatites alérgicas, alergias alimentares e a dermatite causada pela picada de pulgas costumam causar coceira intensa e perda de pelos, principalmente na região do dorso, pescoço e cauda.

Infecções por fungos e bactérias também podem comprometer a saúde da pele do bichinho. A micose, por exemplo, costuma causar falhas circulares na pelagem, enquanto infecções bacterianas podem causar vermelhidão, secreção e odor.

Problemas hormonais também entram na lista de possíveis problemas de saúde. Doenças como hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo, conhecido como síndrome de Cushing, podem alterar o ciclo de crescimento dos pelos, deixando a pelagem mais fina e quebradiça.

“Nesses casos, a queda geralmente aparece junto com coceira, falhas localizadas ou simétricas, pele escurecida, oleosidade ou infecções recorrentes”, acrescenta o veterinário.

Além disso, a falta de nutrientes pode comprometer a qualidade da pele e dos pelos. Uma alimentação desequilibrada ou pobre em proteínas, vitaminas e ácidos graxos pode tornar a pelagem opaca e aumentar a queda.

O estresse também é outro ponto que merece atenção. Mudanças na rotina, chegada de novos animais ou pessoas à casa, viagens, barulhos intensos e situações de ansiedade podem desencadear queda de pelos em alguns cães. Nesse caso, o animal costuma desenvolver o hábito de lamber ou morder excessivamente determinadas áreas do corpo.

O diagnóstico depende da investigação da causa

Como diferentes doenças podem causar o mesmo sintoma, não existe um tratamento único para a queda de pelos. Para saber a causa, é necessária avaliação veterinária, na qual são observados o padrão da perda, o estado da pele e o histórico do animal.

“É importante procurar um veterinário rapidamente quando a queda é intensa, surgem falhas, coceira forte, feridas, secreção, mau cheiro ou qualquer alteração geral, como perda de peso, apatia ou aumento da sede”, diz Ribeiro.

Embora nem toda queda possa ser evitada, alguns cuidados ajudam a preservar a saúde da pele e dos pelos dos cães, segundo Ribeiro.

“Escovação regular, alimentação de boa qualidade, controle de pulgas e carrapatos, banhos adequados e acompanhamento veterinário ajudam bastante a manter pele e pelagem saudáveis”, acrescenta.

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FONTE/CRÉDITOS: Simone Machado
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