Lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) foi criado para unificar dados e cruzar informações entre os estados, fortalecendo investigações e aumentando as chances de resolução dos casos em todo o país.
Em Rondônia, a Polícia Civil (PCRO) já integrou 3.612 registros de ocorrências de desaparecimento desde 2023, por meio do Procedimento Policial Eletrônico (PPE), vinculado ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número, porém, não corresponde ao total real de desaparecidos, já que muitos são localizados — seja no convívio familiar, em unidades prisionais ou em casos de ausência voluntária. Até o momento, 254 registros foram atualizados como “localizados”, reforçando a importância da colaboração da sociedade.
O governador Marcos Rocha destacou que a adesão ao sistema é um marco para o estado:
“O governo tem investido em tecnologia e integração da segurança pública. Essa ferramenta garante respostas mais rápidas às famílias, reforçando nosso compromisso com a defesa da vida e dos direitos humanos.”
Na mesma linha, o secretário adjunto da Sesdec, Hélio Gomes, afirmou que o CNPD representa um ganho significativo:
“A plataforma integra automaticamente os boletins de ocorrência, o que agiliza as investigações e amplia as chances de localização, reforçando a confiança da sociedade.”
Apoio investigativo
O CNPD possui áreas de acesso restrito às polícias, permitindo o compartilhamento seguro de dados estratégicos. Rondônia já dispõe de estrutura tecnológica alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que deve resultar em respostas mais rápidas, maior taxa de localização, melhor comunicação com familiares e fortalecimento da confiança nas instituições de segurança.
O delegado-geral da PCRO, Jeremias Mendes de Souza, ressaltou:
“A plataforma oferece padronização, cruzamento de informações em tempo real e maior confiabilidade dos dados, garantindo agilidade e precisão nas investigações.”
Participação da sociedade
A população pode contribuir registrando boletins de ocorrência imediatamente — sem a necessidade de esperar 24 horas —, entregando fotografias de familiares desaparecidos com autorização de uso de imagem, comparecendo às delegacias ou informando reencontros. O acesso público está disponível no portal do CNPD.
Outra ação em Rondônia é a coleta gratuita de DNA de familiares de desaparecidos, feita pela Politec através do método de swab bucal, totalmente indolor. O material é incluído no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), aumentando as chances de identificação e localização.
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