O Governo do Rio Grande do Sul decretou emergência em saúde pública em todo o estado para o enfrentamento da SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), com foco no atendimento de crianças. O decreto foi publicado pela administração estadual no DOE (Diário Oficial do Estado), nessa quinta-feira (30).
A medida, que é válida para os próximos 120 dias a partir da data de publicação, é tomada após o aumento de contaminações e hospitalizações por doenças infecciosas respiratórias, principalmente em crianças. Segundo a pasta, a formação de filas de espera nas unidades de saúde podem elevar o risco sanitário à toda população.
No período do decreto, as redes hospitalares que prestam serviço ao SUS (Sistema Único de Saúde) deverão priorizar assistências emergenciais em leitos clínicos, com apoio ventilatório, e UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), com o foco de combater e prevenir casos de casos de SRAG.
A SRAG é uma definição clínica para identificar o estado de um paciente a partir da infecção causada por influenza, covid-19 (Sars-Cov-2) e VSR (Vírus Sincicial Respiratório), por exemplo.
Segundo o governo estadual, houve um aumento de 102,7% das hospitalizações por SRAG, 533,3% pelo vírus influenza, especialmente do subtipo H3N2, e 376,9% pelo vírus Rinovírus, que registrou um crescimento de 528,6% entre menores de 12 anos.
Dois dados que contribuíram para a determinação foram o crescimento proporcional de sintomas gripais em uma semana no Rio Grande do Sul, o que sugeriu “um aumento na circulação de vírus respiratórios”, além da taxa de positividade para detecção dos vírus constatada pelo Laboratório Central do Estado do Rio Grande do Sul.
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“A Secretaria da Saúde coordenará ações e serviços públicos de saúde voltados ao enfrentamento da emergência em SRAG e instituirá diretrizes gerais para a implementação e execução de medidas cabíveis para a sua contenção, com prioridade ao atendimento de crianças, podendo expedir atos complementares necessários à execução de medidas urgentes que assegurem o atendimento dos cidadãos na rede pública de saúde e que auxiliem os prestadores de serviços a enfrentar o estado de emergência em saúde pública.”, informou o Governo.
Os municípios poderão adotar outras medidas relacionadas às condições de cada localidade.
A mesma medida já havia sido tomada pelo governo de Eduardo Leite em maio do ano passado, quando foram registradas 4.099 hospitalizações por SRAG. Dessas internações, 305 pessoas morreram. Entre as crianças menores de cinco anos, foram registradas 1.374 internações e 10 mortes.
RS decreta emergência por aumento de internações por doenças respiratórias | LIVE CNN
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