Em seu segundo mandato, o deputado federal Leur Lomanto Jr. (União-BA) foi eleito, por unanimidade, o novo presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara nesta terça-feira (10).
Lomanto substitui o deputado Paulo Azi, também do União Brasil. A manutenção do partido na presidência do colegiado foi resultado de um acordo entre os líderes da Casa após o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), propor a ideia.
Como Lomanto é do mesmo partido do que o presidente anterior, o objetivo é que o deputado adiante os trabalhos da comissão e acelere as votações até junho, para que os congressistas possam se dedicar à campanha eleitoral durante o segundo semestre.
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Além de seus dois mandatos como deputado federal, Lomanto também foi eleito deputado estadual três vezes. Já na Câmara dos Deputados, foi presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.
Antes de se filiar ao União Brasil, passou pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e pelo DEM (Democratas), antes de a sigla se fundir ao PSL (Partido Social Liberal) e formar o União.
Lomanto é filho do ex-deputado federal Leur Antonio de Brito Lomanto, que iniciou sua carreira política no Arena, partido de sustentação do regime militar, e neto de Lomanto Júnior, ex-senador e ex-governador da Bahia e ex-prefeito de Jequié, município onde Lomanto tem até hoje a sua base eleitoral.
A indicação de Lomanto já havia sido confirmada pelo líder do União Brasil na Câmara, deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), que teceu elogios ao congressista nas redes sociais: “Leur tem preparo técnico, equilíbrio e compromisso com a Constituição. Tenho certeza de que fará uma condução firme, responsável e à altura da relevância da CCJ para o Brasil”.
Em ano eleitoral, o novo presidente da CCJ deverá sofrer pressão para pautar e acelerar a tramitação da proposta que visa o fim da escala de trabalho 6×1.
A pauta é uma das prioridades do governo e já foi enviada à comissão pelo presidente Hugo Motta, que já disse que o debate não pode mais ser adiado.
A previsão de Hugo é de que a discussão seja finalizada na Câmara até maio. Ele afirmou que o relator do texto deve ser definido depois do feriado de Carnaval e que a ideia é elaborar um cronograma junto com o governo federal para aprovar a matéria no mesmo mês em que é celebrado o Dia do Trabalho.
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