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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026

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Sem Brito, Elmano e Ciro atacam alianças e disputam legado em debate no CE

Candidatos apresentaram propostas e trocaram acusações; dois direitos de resposta foram concedidos

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Sem Brito, Elmano e Ciro atacam alianças e disputam legado em debate no CE
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Os candidatos ao governo do Ceará, Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB), participaram neste domingo (9) do primeiro debate em rede nacional realizado pela TV Band. O encontro concentraria os três candidatos no estado com representação no Congresso Nacional, conforme determinado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas Pedro Brito, concorrente do Novo, não compareceu ao debate devido ao planejamento estratégico definido junto à equipe de campanha.

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Durante cinco blocos, os dois políticos discutiram sobre temas como saúde, educação, turismo, infraestrutura, moradia e geração de empregos. Um dos pontos mais debatidos entre ambos foi a segurança pública, com o avanço das facções criminosas no estado e o investimento nas polícias.

Ambos reconheceram os desafios nos setores analisados e propuseram medidas para manter o que funciona no estado e aprimorar os pontos de deficiência na máquina pública. Apesar de discordâncias, ocorreram acenos de ambos aos números alcançados durante ambas as gestões na geração de empregos e educação.

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Em suas considerações iniciais, Elmano, que busca a reeleição, exaltou as conquistas de sua gestão e afirmou que o estado “vive o seu melhor momento”.

Já Ciro, que contrapôs seu concorrente ao falar que o “estado do Ceará não está indo em um bom caminho”, listou segurança, saúde, desenvolvimento socioeconômico e corrupção generalizada como os quatro maiores atuais problemas locais que precisam ser solucionados.

Críticas às alianças e direitos de resposta

Outro ponto explorado pelos dois candidatos foram os palanques de ambos no estado. O atual governador conta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto o ex-governador fechou apoio com o diretório cearense do PL (Partido Liberal).

Elmar apostou no apoio a Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, ao Senado e em criar uma relação do ex-ministro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de realizar críticas à família Bolsonaro no passado, o apoio do diretório estadual a Ciro gerou a crise entre o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

“Eu tenho orgulho da minha vice, que o PSD vota em Lula. Nós somos do time que vota em Lula. E você é o que está caladinho com a denúncia do Banco Master e do Flávio Bolsonaro. É você que tem no Senado o capitão do motim. É você que tem um senador bolsonarista que rezou para o Lula morrer. Tenha coragem de assumir suas posições políticas. Eu assumo as minhas. Eu ando com Cid, com Luiziane e com Lula”, disse Elmar.

Já Ciro buscou se afastar da ligação com o bolsonarismo e buscou demonstrar neutralidade em seu discurso ao recordar as eleições de 2022, em que concorreu ao Planalto contra Lula e Bolsonaro. Para o ex-ministro, Elmar usa o apoio do presidente como “muleta”.

“Eu, pelo menos, ele sabe que eu não tenho nada a ver com candidato nenhum. Eu fui candidato a presidente da República, você sabe disso, quatro vezes. E o último debate em que eu participei, se duvidar, foi eu, o Lula e o Bolsonaro. Nós discutimos claramente porque eu represento outra coisa, o resto é para fazer intriga com você [eleitor]. Ele tem uma vice que é do PSD, que é o partido do Ronaldo Caiado”, rebateu Ciro.

Durante o debate, cada um dos candidatos teve um direito de resposta após falas de seus concorrentes apontadas como ofensas diretas. No caso de Elmano, o governador pediu a palavra após Ciro acusar a gestão atual de “roubalheira” na administração da saúde pública.

“Você fala de tanta coisa e é por isso que você tem tanta condenação. Até de violência política contra mulheres agora você é condenado porque você não respeita as pessoas. Se você não respeita o governador, que é alguém sério, imagina o cidadão comum”, disse.

Ao mencionar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará contra o ex-ministro por falas deferidas contra Janaína Farias, atual prefeita de Crateús (CE), o tucano fez o pedido de resposta para comentar o caso. Segundo Ciro, o episódio é parte de uma estratégia para cassar os “direitos políticos” e ele agora recorre da decisão.

“Eles fizeram essa falcatrua para forçar um juiz eleitoral e me condenou numa espécie de multa, uma pena pecuniária que eu estou recorrendo. Portanto, ele sabe que eu não sou condenado, até porque sabe o que eles queriam com isso, meu irmão e minha irmã cearense? Você vota em quem quiser, mas aqui está a minha dignidade em jogo. Sabe o que eles queriam com isso? Cassar os meus direitos políticos, porque se eu tivesse sido condenado, eu não podia estar aqui, e foi isso que eles tentaram fazer”, respondeu.

*Sob supervisão de João Ker 

Ciro Gomes lidera disputa ao governo do Ceará em 1º e 2º turno, aponta Quaest | BASTIDORES CNN Ciro Gomes lidera disputa ao governo do Ceará em 1º e 2º turno, aponta Quaest | BASTIDORES CNN

FONTE/CRÉDITOS: filipepereira
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