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Equipamentos beneficiarão os residentes de Firmeza e Ilha de Assunção
No Baixo Madeira, a Prefeitura de Porto Velho iniciou uma operação para a instalação de dois sistemas compactos de tratamento de água nas comunidades de Firmeza e Ilha de Assunção. A ação contou com a participação de servidores do Departamento de Saneamento Básico (Desab), que faz parte da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), além de equipes da Defesa Civil Municipal e dos moradores locais, que forneceram apoio logístico para o transporte e a instalação dos sistemas.
Cada um dos sistemas é capaz de produzir cerca de 5 mil litros de água tratada diariamente. Com a instalação, será possível aumentar o acesso à água tratada para os residentes das duas comunidades, que atualmente dependem em grande parte do abastecimento realizado diretamente do rio Madeira.
A comunidade de Firmeza conta com aproximadamente 10 famílias, totalizando cerca de 38 moradores. Na Ilha de Assunção, vivem nove famílias, o que representa em torno de 35 pessoas. Nenhuma das duas localidades possui poço tubular comunitário em funcionamento.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância da iniciativa para atender uma necessidade fundamental das famílias ribeirinhas, afirmando: “Quando a Prefeitura chega a uma comunidade como Firmeza ou Ilha de Assunção com uma solução que melhora o acesso à água tratada, o impacto chega diretamente à vida das pessoas. Nosso compromisso é fazer com que os serviços públicos também alcancem quem vive mais distante da área urbana, respeitando as necessidades de cada comunidade”.
Antes da instalação dos sistemas, os moradores realizavam um tratamento simplificado da água utilizando sulfato de alumínio e hipoclorito. Contudo, as dosagens não eram feitas de acordo com um procedimento técnico padronizado, o que dificultava o controle desse processo.
Giovanni Marini, secretário executivo de Serviços Básicos, explicou que a implementação exigiu um planejamento técnico cuidadoso e adaptações às condições específicas de cada localidade. “Não é apenas levar o equipamento até a comunidade e instalar. Cada local possui características próprias de captação, reservação e qualidade da água. A equipe avaliou essas condições para que os sistemas funcionem de acordo com a realidade de Firmeza e Ilha de Assunção. Também vamos orientar os moradores para que eles tenham autonomia na operação diária dos equipamentos”.
A solução escolhida envolve uma série de etapas para tratar a água captada do rio Madeira. Inicialmente, a água é direcionada para um reservatório de 1.000 litros, onde ocorre um pré-tratamento com sulfato de alumínio, que auxilia na clarificação e na diminuição da turbidez. Após essa fase, a água passa pelo sistema compacto de tratamento, que é composto por filtros de membrana instalados em série e um clorador. Durante os testes realizados, o processo conseguiu atingir uma turbidez inferior a 1,0.
A água tratada não será distribuída diretamente para cada residência. A proposta inclui a instalação de pontos comunitários de distribuição, localizados em áreas de fácil acesso, permitindo que as famílias retirem a água para consumo.
A Prefeitura continuará a fornecer suporte técnico, além de filtros iniciais, cloro e outros insumos, e fará um acompanhamento periódico das condições dos equipamentos e das necessidades de manutenção. A proposta envolve a parceria com as comunidades, que incluirá a capacitação de moradores para operação dos sistemas, dosagem de produtos, limpeza e monitoramento básico do funcionamento.
CONTROLE DA QUALIDADE
Antes que a água seja liberada para consumo, ela passa por uma avaliação de qualidade. A aparência ou a transparência da água não são suficientes, isoladamente, para garantir que ela esteja apropriada para consumo.
O monitoramento da qualidade da água será responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), através do programa Vigiágua, que avaliará parâmetros como turbidez, pH, cloro residual livre, além de análises bacteriológicas e físico-químicas.
O controle também levará em conta as variações naturais da água captada diretamente do rio Madeira ao longo do ano.
LOGÍSTICA NO BAIXO MADEIRA
A instalação exigiu o deslocamento fluvial, o transporte dos equipamentos e a preparação das estruturas nas duas comunidades. A missão, realizada na última terça-feira, envolveu cerca de sete pessoas, incluindo integrantes da Defesa Civil e servidores da Seinfra que participaram da parte técnica e do apoio ao transporte.
A Defesa Civil teve um papel fundamental no suporte logístico, disponibilizando embarcações, deslocamento de pessoal e equipamentos, preparando as bases e mobilizando os moradores. Os próprios moradores também ajudaram na preparação das estruturas onde os sistemas foram instalados.
Firmeza e Ilha de Assunção não foram as primeiras localidades do Baixo Madeira a receber esse tipo de equipamento. Comunidades como Brasileira, Bom Jardim e Ilha Nova já possuem experiências semelhantes. Como parte do planejamento, Papagaios está entre as próximas comunidades a receber soluções similares, enquanto Pombal está em fase de avaliação.
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