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Quarta-feira, 08 de Julho de 2026

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Soja recua em Chicago com melhora do clima nos Estados Unidos

Contratos devolvem parte dos ganhos recentes, apesar do apoio do petróleo e do aumento das compras chinesas de soja americana.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Soja recua em Chicago com melhora do clima nos Estados Unidos
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Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta quarta-feira (8) em queda na Bolsa de Chicago, pressionados pela melhora das previsões climáticas para o Meio-Oeste dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em novembro fechou cotado a US$ 11,92 por bushel, com recuo de 0,46%.

Após as fortes altas registradas nos últimos dias, o mercado passou por um movimento de realização de lucros diante da redução das preocupações com o clima nas principais áreas produtoras americanas. As previsões meteorológicas mais recentes indicam condições menos adversas para o desenvolvimento das lavouras, diminuindo os riscos para a safra.

Segundo análise da Canadian Cattlemen, a atualização dos modelos climáticos foi o principal fator de pressão sobre as cotações, levando os investidores a reduzir parte dos prêmios incorporados aos preços nas sessões anteriores.

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Apesar da queda, fatores externos limitaram perdas mais intensas. A escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo, refletindo em valorização do óleo de soja, produto que integra a cadeia da oleaginosa e oferece sustentação ao mercado.

Além disso, a confirmação de novas compras de soja americana pela China reforçou a expectativa de maior demanda pelo produto dos Estados Unidos, contribuindo para reduzir o ritmo de baixa dos contratos futuros.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram o dia em queda na Bolsa de Chicago, pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e por novas incertezas no cenário comercial. Entre os principais vencimentos, o contrato para dezembro registrou a maior baixa do dia, de 1,72%, fechando cotado a US$ 4,56 por bushel.

Segundo análise da Royal Rural, parte do movimento reflete uma correção técnica após as fortes altas registradas nas últimas sessões. Além disso, as previsões indicam chuvas para os próximos sete dias no região produtora dos EUA, principal região produtora de milho dos Estados Unidos, reduzindo as preocupações com o desenvolvimento da safra.

Outro fator que pressionou o mercado foi o aumento das tensões comerciais. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando restringir o comércio com a Espanha em razão de divergências sobre gastos com defesa relacionados ao conflito envolvendo o Irã, geraram preocupação entre os investidores.

A Espanha ampliou significativamente as compras de milho americano nas últimas temporadas. As importações passaram de 710 mil toneladas na safra 2023/24 para 1,99 milhão de toneladas em 2024/25 e têm previsão de alcançar 4,4 milhões de toneladas em 2025/26. Diante desse cenário, o mercado passou a considerar o risco de redução nas exportações dos Estados Unidos caso as ameaças comerciais avancem.

De acordo com a Royal Rural, embora declarações desse tipo nem sempre resultem em medidas efetivas, elas reforçaram o movimento de realização de lucros e ampliaram a pressão sobre os contratos futuros do milho em Chicago.

Trigo

Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão em queda na Bolsa de Chicago, devolvendo parte dos ganhos registrados no dia anterior. O contrato com vencimento em setembro fechou cotado a US$ 6,07 por bushel, com desvalorização de 1,74%.

O mercado passou por um movimento de realização de lucros após a valorização observada na terça-feira, quando os contratos do trigo registraram ganhos consistentes. Na ocasião, os futuros do trigo vermelho de inverno (Soft Red Winter – SRW) avançaram entre 3,25 e 7,25 centavos de dólar por bushel, impulsionando o complexo do cereal.

Apesar da queda desta quarta-feira, o mercado segue acompanhado de perto pelos investidores. O aumento de 3.610 contratos em aberto na Bolsa de Chicago na sessão anterior indica maior participação dos agentes, refletindo o interesse em um cenário ainda marcado por incertezas sobre a oferta e a demanda global de trigo.

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FONTE/CRÉDITOS: andressasimao
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