Pela primeira vez na história do Supremo Tribunal Federal, os ministros se reunirão para discutir a possibilidade de um de seus membros ser investigado.
Uma decisão que favoreça essa investigação poderá envolver outros ministros que também participaram do banquete oferecido por Daniel Vorcaro. O sentimento entre os membros da Corte é de que: “Se puxar um, vai ser um arrastão”.
1. Com a revelação de que André Mendonça recebeu Vorcaro em seu escritório particular para conversar sobre um tema — precatórios — que está sob julgamento no Supremo, ele poderá continuar como relator do caso Master, mesmo diante das acusações de Moraes sobre a perda de imparcialidade?
2. A relação do ministro Kássio Nunes Marques com Vorcaro será objeto de investigação? Conversas entre o ministro e o banqueiro foram encontradas no celular apreendido de Vorcaro. Além disso, Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques, recebeu R$ 281,6 mil da Consult Inteligência Tributária entre 2024 e 2025, período em que essa empresa faturou R$ 6,6 milhões do Banco Master. Com apenas 25 anos e dois como advogado, Kevin já possui R$ 27,7 milhões aplicados em fundos de investimentos.
3. O ministro Luiz Fux pode ser considerado imparcial ao deliberar sobre Moraes, uma vez que seu filho foi convidado por Vorcaro para estar na área VIP do camarote Alma Rio, na Sapucaí, durante o Desfile das Campeãs? Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram o banqueiro instruindo uma assessora a garantir que “Fux” estivesse no espaço VIP. Rodrigo também participou de uma degustação exclusiva de uísque em Nova York, custeada por Vorcaro.
A decisão de Fachin em marcar a sessão do plenário para a próxima semana foi bem recebida pelos colegas na Corte, que afirmam que “as coisas precisam acontecer”. Sua escolha de manter Andrei Rodrigues como diretor-geral da PF também foi vista como positiva, já que um vácuo de poder em uma instituição como a Polícia Federal poderia resultar em consequências imprevisíveis e descontrole interno.
No entanto, Fachin será pressionado a levar o inquérito do Master ao Plenário, afastando-o da Segunda Turma, para que um novo relator seja sorteado.
Outra consequência desses eventos é que tanto Moraes quanto Mendonça podem não participar da sessão da próxima semana, uma vez que o julgamento os colocaria em uma posição de confronto. Segundo um dos ministros, se isso ocorrer, a “possibilidade de dar merda é grande”.
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