Aryna Sabalenka buscará um grande passo rumo ao terceiro título do Australian Open em quatro anos ao enfrentar a ucraniana Elina Svitolina nesta quinta-feira (29), em uma semifinal carregada de tensão geopolítica.
As duas atletas terão de lidar com as sensibilidades políticas que pairam sobre seus confrontos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, na qual Belarus serviu como base de apoio.
Não haverá o tradicional aperto de mãos na rede.
A guerra moldou o ambiente sempre que jogadoras ucranianas enfrentam rivais russas ou bielorrussas no circuito. Svitolina tem sido uma das mais vocais ao destacar o peso desses confrontos e a mensagem que sente a obrigação de transmitir.
Porém, assim que a primeira bola for sacada, a atenção se concentrará nos objetivos de cada uma em Melbourne Park. Sabalenka tenta estender sua supremacia em quadras duras com mais uma final, enquanto Svitolina busca conquistar um feito inédito.
Leia Mais
-
Sinner domina Shelton, vai à semi do Australian Open e encara Djokovic
-
Pegula supera Anisimova e garante vaga na semifinal do Australian Open
-
"Somos animais?": Swiatek pede privacidade para tenistas no Australian Open
“Creio que todo jogador, quando chega a um torneio, pensa: troféu ou nada. A mentalidade é sempre a mesma, e está sempre na mente que queremos vencer”, disse Sabalenka após sua vitória expressiva nas quartas de final sobre a adolescente Iva Jovic.
“Mas estou tentando focar nas coisas certas, passo a passo, dando o meu melhor em cada ponto, cada game, cada set. Essa é minha mentalidade”.
Execução quase perfeita de Sabalenka
A estratégia da bielorrussa se traduz em execução quase perfeita em quadra: a cabeça de chave número 1 avançou cinco rodadas em sets diretos, raramente oferecendo oportunidades aos adversários, rumo à quarta final consecutiva em Melbourne.
Um terceiro troféu no local de sua consagração em Grand Slam também colocaria Sabalenka com cinco majors, empatando com Martina Hingis e Maria Sharapova na lista de maiores vencedoras, consolidando sua ascensão nas últimas temporadas.
O sucesso de Sabalenka vem do poder e da precisão do jogo de base, mas ela tem diversificado seu arsenal, usando slices, drop shots e ocasionalmente o saque e voleio para surpreender as adversárias.
Svitolina chega à semifinal após uma campanha sólida, apoiando-se em sua cobertura de quadra e competitividade para desgastar adversárias na busca pelo primeiro título de Grand Slam.
No entanto, a ucraniana enfrenta o histórico desfavorável contra Sabalenka, tendo perdido cinco dos seis confrontos anteriores, incluindo os últimos quatro, evidenciando o desafio que terá na Rod Laver Arena.
“Quando você enfrenta as melhores, precisa encontrar pequenas oportunidades e estar pronta para aproveitá-las”, disse Svitolina após vencer Coco Gauff nas quartas de final. “Será outro grande desafio. Claro que estou a um passo da final”.
Com ambas com campanhas invictas de 10–0 após vencerem torneios preparatórios no início de 2026, a semifinal coloca duas jogadoras em grande forma em rota de colisão, e apenas uma sairá com a sequência intacta.
Confronto de estilos
Na outra semifinal, destaque para a quinta cabeça de chave Elena Rybakina e a sexta Jessica Pegula, em um duelo que promete confrontar estilos e personalidades diferentes.
Rybakina, derrotada por Sabalenka na final de 2023, passou despercebida neste ano até vencer Iga Swiatek nas quartas, mostrando-se uma ameaça significativa. Vinda em boa forma após vencer o WTA Finals no final de 2025, a atleta mira mais um troféu importante, somando ao título de Wimbledon.
A americana Pegula, conhecida por sua postura assertiva e que busca o primeiro major após chegar à final do US Open em 2024, aposta em seu jogo de base e mobilidade para conquistar um feito inédito.
Tênis: ex-número 3 do ranking anuncia aposentadoria
R9 tem um novo esporte "número 1" e não estamos falando de futebol
Comentários: