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Política

Tributos na importação de urânio têm cobrança suspensa por projeto

Análise do texto está em andamento na Câmara dos Deputados

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Tributos na importação de urânio têm cobrança suspensa por projeto
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Kayo Magalhães / Câmara dos deputados
Deputada Laura Carneiro, autora do projeto

O Projeto de Lei 3224/26 propõe a suspensão da cobrança da contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação na aquisição de urânio e componentes utilizados na produção de combustível nuclear. A exigência dos tributos ocorrerá somente no momento da venda do combustível gerado. A proposta se encontra em análise na Câmara dos Deputados.

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A proposta modifica a legislação responsável pela cobrança do PIS/Pasep e da Cofins sobre a importação de bens e serviços (Lei 10.865/04).

De acordo com a proposta, a norma se aplicará ao urânio importado na forma de hexafluoreto de urânio (UF6), tanto na versão natural quanto na enriquecida. A suspensão é válida exclusivamente para insumos destinados a abastecer instalações nucleares localizadas no Brasil, que são voltadas para a geração de energia elétrica.

Se o material importado for destinado a um fim diferente do estipulado na lei, as contribuições suspensas deverão ser pagas imediatamente, juntamente com encargos legais. O Poder Executivo será responsável pela regulamentação dos procedimentos de controle e fiscalização.

Impacto no capital de giro

Em sua justificativa, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), autora da proposta, esclareceu que a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) atualmente precisa quitar os tributos assim que o produto chega ao país, o que resulta em créditos tributários que, segundo a deputada, levam anos para serem devolvidos, prejudicando o capital de giro da empresa.

“A proposta contribui para ampliar a eficiência na gestão dos recursos financeiros vinculados à produção de combustível nuclear, permitindo que recursos atualmente comprometidos com antecipações tributárias sejam direcionados à modernização de processos, à ampliação da capacidade produtiva e à geração de valor público”, afirmou a deputada.

Próximos passos

O projeto está em tramitação conclusiva e será examinado pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, é necessário que seja aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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