Feira conecta cadeias produtivas e expande oportunidades em apenas duas edições.
A Agrotec foi criada para unir o campo à cidade, mas após suas duas primeiras edições, demonstrou que pode alcançar muito mais. No Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, por cinco dias, diferentes aspectos de uma Porto Velho produtiva foram apresentados, incluindo transformações, pesquisas, empreendedorismo e a busca por novos mercados.
Entre os dias 26 e 30 de agosto, a agricultura familiar, o café, a piscicultura, a agroindústria, o artesanato, o extrativismo, a tecnologia e a gastronomia tiveram espaço em um mesmo ambiente. A feira não apenas exibiu produtos, mas também promoveu interações entre produtores, compradores, desenvolvedores de tecnologia e financiadores de projetos.
O crescimento das duas edições iniciais é um reflexo desse progresso. A Agrotec teve um aumento de 145 expositores em 2025 para 259 em 2026. A movimentação econômica também cresceu, passando de cerca de R$ 34 milhões para mais de R$ 91 milhões em negócios realizados, em andamento e previstos.
O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Douglas Bener, destacou que essa evolução evidencia a possibilidade de transformar o potencial produtivo da capital em novas oportunidades. "A Agrotec possibilitou a junção do pequeno produtor, a tecnologia, o conhecimento e o mercado. Quando conseguimos estabelecer essa conexão, os resultados superam os cinco dias da feira. Estamos criando oportunidades para que nossos produtos sejam conhecidos, para que novos negócios surjam e para que quem está no campo tenha cada vez mais condições de se desenvolver".
RAÍZES QUE CONECTAM O FUTURO
O tema da edição, “Raízes que conectam o futuro”, se manifestou em vários momentos da programação.
No Pavilhão do Café, os Robustas Amazônicos demonstraram a qualidade da produção local. A piscicultura e o Festival do Tambaqui, por sua vez, destacaram uma das cadeias produtivas mais importantes de Rondônia. A agricultura familiar teve novas oportunidades de exposição, enquanto palestras, oficinas, fóruns e inovações tecnológicas aproximaram o conhecimento da realidade dos produtores.
A identidade amazônica se fez presente no extrativismo, no artesanato, na gastronomia e na valorização de produtos regionais. Ao reunir essas atividades no centro da cidade, a feira trouxe a população para mais perto de uma parte da economia que, muitas vezes, se inicia longe da área urbana, mas que diariamente movimenta Porto Velho.
O prefeito Léo Moraes afirmou que este é um dos principais legados da Agrotec. "Porto Velho é uma capital com vasto território, diversidade e extraordinária capacidade produtiva. A Agrotec nos permitiu apresentar tudo isso em uma única vitrine: o produtor, a agricultura familiar, o café, o pescado, o extrativismo, o artesanato, a tecnologia e a nossa identidade amazônica. Mais do que uma grande feira, estamos criando caminhos para transformar nossa produção em renda, mercado e desenvolvimento".
O próximo capítulo já está sendo planejado. A Agrotec está agendada para retornar de 25 a 29 de agosto de 2027, com o desafio de progredir sobre a base que cresceu em expositores, negócios e diversidade.
Nestas duas edições, a feira provou que Porto Velho não precisa apenas mostrar o que produz. Pode também converter suas raízes em oportunidades para o futuro.
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