Evento teve crescimento em estrutura, quantidade de expositores e movimentação econômica
Com cinco dias dedicados a negócios, sabores, tecnologia, conhecimento e valorização dos produtores de Porto Velho e Rondônia, a Agrotec 2026 foi concluída neste domingo (30), no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Os números desta segunda edição da feira indicam um evento ainda mais robusto nos anos seguintes.
Um dos principais resultados foi o volume financeiro gerado. Na primeira edição, em 2025, a feira movimentou R$ 34 milhões. Neste ano, o fechamento apresentado ao final apontou mais de R$ 91 milhões em vendas efetivas, negociações em andamento e oportunidades futuras para o período pós-feira.
A ampliação também foi notável na estrutura do evento e na participação de expositores. A Agrotec viu o número de expositores saltar de 145 na primeira edição para 259 em 2026, incluindo setores como agricultura familiar, agroindústrias, pecuária, piscicultura, cafeicultura, tecnologia, artesanato e extrativismo.
Douglas Bener, secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destacou que o desafio deste ano foi o crescimento sem comprometer o conforto tanto para os expositores quanto para os visitantes.
“Nos esforçamos para oferecer uma estrutura mais organizada e agradável tanto para o expositor quanto para o visitante. A Agrotec representou o que Porto Velho tem de mais autêntico, surpreendente e com grande potencial”, afirmou.
Durante os cinco dias do evento, o público teve a oportunidade de vivenciar experiências que aproximaram os visitantes da produção local. O espaço foi ocupado por cafés especiais, Festival do Tambaqui, degustação de carne de jacaré, produtos derivados da mandioca, mel, agricultura familiar e uma exposição de animais, além de fóruns, capacitação, tecnologias e rodadas de negócios.
No último dia, Herick Bruno, assistente administrativo e residente do bairro Caladinho, estava na feira com sua esposa, Paloma, e a filha, Hannah.
“Viemos em família e encontramos muito mais do que esperávamos. É possível passear, experimentar produtos, conhecer os produtores e aprender um pouco sobre o campo. Para a Hannah, foi uma experiência diferente. É maravilhoso ter um evento desse porte em Porto Velho”, comentou.
Rodrigo Ribeiro, secretário-adjunto da Semagric, enfatizou que os resultados econômicos gerados representam oportunidades que se estendem além do fechamento da feira.
“A feira se encerrou, mas muitos negócios começaram aqui e ainda estão por se concretizar. Houve conexões entre produtores, compradores, instituições e empreendedores que podem resultar em frutos nos meses seguintes. Esse é um dos grandes legados da Agrotec”, acrescentou.
O prefeito Léo Moraes comentou que, além dos mais de R$ 91 milhões em transações efetivadas, em andamento e prospectadas, a feira funcionou como uma vitrine das particularidades da produção local.
“A Agrotec retratou muito sobre Porto Velho. Contamos com agricultura familiar, artesanato, extrativismo, tecnologia e produtos certificados, proporcionando aquilo que apenas nossa região pode oferecer. Temos uma localização estratégica e buscamos avançar ainda mais, conectando nossa produção a novos mercados. O próximo desafio será ampliar a feira e direcioná-la para uma dimensão internacional”, disse.
O planejamento para os próximos eventos já começou. A terceira edição da Agrotec foi agendada para os dias 25 a 29 de agosto de 2027 e contará com um concurso leiteiro como uma das novidades.
Além disso, foram anunciados dois novos eventos relacionados à produção regional: a Festa da Mandioca, programada para 22 a 24 de abril de 2027, e o Premia Café da Região Madeira-Mamoré, que acontecerá de 15 a 17 de outubro do ano que vem.
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