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Quinta-feira, 23 de Julho de 2026

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Avião da Voepass tinha 10 falhas antes do acidente, aponta Cenipa

Relatório final sobre a queda de agosto de 2024 revela que sistema de degelo e limpador de para-brisa apontavam problemas

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Avião da Voepass tinha 10 falhas antes do acidente, aponta Cenipa
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O relatório final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) sobre o acidente com o avião da Voepass, em 9 de agosto de 2024, divulgado nesta quinta-feira (23), apontou que antes voo entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP) a aeronave apresentava 10 itens com falhas, sendo uma delas no limpador de parabrisa.

Além disso os outros itens eram:

  • Assento de observador na cabine;
  • Cinco assentos de passageiros;
  • Freio da roda número 4;
  • Iluminação da cabine de pilotagem;
  • Luzes estroboscópicas da cauda;
  • Equipamento radiogoniométrico automático;
  • Sistema eletrônico de instrumentos de voo;
  • Sistema de ignição.

O primeiro item não é especificado.

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Segundo a investigação, a aeronave não deveria sequer ter decolado nas condições em que foi liberada para o voo, pois operava com o sistema Airframe De-Icing, responsável pela proteção contra o acúmulo de gelo, inoperante.

O ATR-72 de matrícula PS-VPB fazia o voo entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP) quando encontrou condições severas de formação de gelo durante o cruzeiro.

O gelo acumulado nas superfícies críticas da aeronave degradou o desempenho do avião, provocando perda de velocidade, estol aerodinâmico, perda de controle e, posteriormente, a queda em uma área residencial de Vinhedo (SP). Os 58 passageiros e os quatro tripulantes morreram.

Simulação mostra acidente da Voepass:

https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/07/EDC_360_230726_IL_ANIMA__O_CENIPA.mxf_.mp4

A tragédia

O voo 2283 da VoePass decolou de Cascavel (PR) na tarde de 9 de agosto de 2024 com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Durante a aproximação de São Paulo, o ATR 72-500 perdeu rapidamente sustentação e caiu em um condomínio residencial em Vinhedo, no interior paulista.

Os primeiros dados da investigação mostraram que a aeronave enfrentava condições severas de formação de gelo. O piloto chegou a relatar problemas no sistema de degelo, enquanto os gravadores registraram alertas como Cruise Speed Low e Degraded Performance, indicando perda progressiva de desempenho da aeronave.

As 62 pessoas a bordo — 58 passageiros e quatro tripulantes — morreram.

FONTE/CRÉDITOS: fernandapalhares
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