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Em Stamford Bridge, neste sábado (24), o Tottenham conquistou uma vitória de 2 a 0 sobre o Chelsea, na nona rodada da Premier League, pondo fim a um longo jejum diante do rival em seu próprio estádio. A última vez que os Spurs venceram os Blues como visitantes no Campeonato Inglês foi em 2018, e nesta partida utilizaram um clássico equilibrado para garantir três pontos significativos. A alteração no placar, no entanto, veio a partir de um erro individual que alterou o curso do jogo.
O ponto crucial da partida ocorreu devido a uma falha inusitada de Mike Penders, que entrou no lugar de Dibu Martínez (lesionado). Ao tentar afastar um cruzamento, o goleiro acabou mandando a bola para o fundo das próprias redes, concedendo uma vantagem inesperada ao Tottenham em uma jogada que parecia improvável.
Com um jogador a mais em campo — em razão da expulsão de Cole Palmer —, o Tottenham conseguiu marcar novamente. Mathys Tel fez um belo gol, encerrando a partida com o placar em 2 a 0, penalizando a equipe da casa.
Alternativa de Xabi Alonso não solucionou problemas ofensivos
A lesão de João Pedro levou Xabi Alonso a rever a formação ofensiva do Chelsea. O técnico manteve o sistema 3-4-2-1, mas escolheu uma solução que não trouxe o resultado desejado: ao invés de optar por Danny Welbeck para a posição de centroavante, decidiu escalar Geovany Quenda, transferindo Morgan Rogers para atuar como um falso nove.
A intenção era criar mais mobilidade entre os defensores do Tottenham, mas essa mudança também eliminou a presença de uma referência mais clara na área.
Quenda foi posicionado na esquerda, enquanto Cole Palmer atuou pela direita. Rogers ficou encarregado de liderar o ataque, embora suas características e movimentação não proporcionassem a presença de um centroavante tradicional.
Com os dois jogadores atuando próximos à área, o Chelsea encontrou opções para movimentar a bola e buscar espaços entre as linhas adversárias, mas não havia ninguém para marcar os zagueiros, disputar cruzamentos e dar sequência às jogadas de maneira mais frequente.
A equipe da casa não deixou de criar chances e poderia ter tido um resultado diferente em alguns momentos. A questão estava na dificuldade de transformar a movimentação ofensiva em perigo real. Sem João Pedro, o Chelsea necessitava de uma alternativa que compensasse a ausência de seu atacante, e a escolha de Alonso não conseguiu desempenhar essa função de forma eficaz.
A derrota não pode ser atribuída exclusivamente à formação escalada, especialmente considerando o erro de Penders, mas a configuração do ataque também não beneficiou o time.
Pelas laterais, Pedro Neto e Jorrel Hato foram responsáveis por atuar como alas, proporcionando amplitude ao sistema 3-4-2-1. Essa estrutura permitia ao Chelsea avançar com jogadores pelos flancos e tentar empurrar o Tottenham para trás, mas a presença de Rogers centralizado, sem um centroavante de ofício, dificultou a ocupação da área em certos momentos.
Como o Tottenham venceu o Chelsea
Momento em que Mike Penders marca gol contra (Foto: John Patrick Fletcher / Action Plus / IMAGO)
No início da partida, o Chelsea apresentou um desempenho promissor e parecia pronto para controlar as ações. Os Blues adotaram uma estratégia de marcação alta, pressão e aceleração nas jogadas ofensivas. Quando conseguiram recuperar a posse ou executar contra-ataques, geraram ótimas oportunidades ao gol defendido por Kinsky. Contudo, em certos momentos, também enfrentaram dificuldades defensivas.
O Tottenham, por sua vez, teve mais domínio da bola e buscou construir jogadas principalmente pelo lado esquerdo, utilizando a velocidade de Mathys Tel. Quando conseguiram escapar da pressão e conectar suas jogadas ofensivas, fizeram Penders trabalhar. O empate parcial por 0 a 0 foi justo, já que as equipes não conseguiram marcar.
No segundo tempo, a dinâmica permaneceu semelhante. A diferença foi que o desgaste físico se tornou um fator importante para ambos os times, tornando o clássico mais lento e fragmentado.
Quando parecia que o jogo caminharia para um empate sem gols, Penders cometeu um erro grave. Aos 31 minutos, em um escanteio, o goleiro do Chelsea saiu mal da baliza e, ao tentar afastar o perigo, acabou marcando um gol contra.
Esse gol desestabilizou a equipe da casa, que ainda viu Palmer ser expulso e Mathys Tel marcar um belo gol após uma arrancada e chute rasteiro no canto.
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