Cidades no litoral de São Paulo suspenderam, nesta sexta-feira (7), as aulas das redes municipais devido às fortes rajadas de vento que devem atingir o estado durante o avanço do ciclone-bomba pelo país.
Apesar do ciclone atingir principalmente o Rio Grande do Sul, o fenômeno também vai trazer efeito para São Paulo, associado à uma frente fria. O fenômeno deve causar pancadas de chuva, ventania e descargas elétricas.
Considerando a previsão de que os ventos atinjam até 100 km/h, as prefeituras de cinco cidades no litoral paulista informaram que, nesta sexta-feira (7), as aulas estarão suspensas durante todo o dia.
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Confira as cidades abaixo:
- Ubatuba;
- Caraguatatuba;
- São Sebastião;
- Bertioga;
- Itanhaém.
A Baixada Santista está em alerta como uma das regiões com maior chance de ventos fortes e maior risco no estado. De acordo com a Defesa Civil, a serra do mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como um refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade da ventania.
Ventos em SP
Devido ao ciclone-bomba, a Defesa Civil do Estado de São Paulo colocou, a partir desta quinta-feira (6), nove das 16 regiões do estado em alerta vermelho, de risco muito alto.
Regiões e municípios em alerta vermelho:
- Região Metropolitana
- Marília
- Bauru
- Itapeva
- Registro
- Sorocaba
- Campinas
- Santos
- Vale do Paraíba
- Litoral Norte
Regiões e municípios em alerta laranja (risco alto):
- Araçatuba
- Araraquara
- Barretos
- Franca
- Presidente Prudente
- Ribeirão Preto
- São José do Rio Preto
Na sexta-feira, o ciclone chega com ventos fortes ou muito fortes. A partir de sábado (8), porém, o sistema deve começar a perder força.
A Defesa Civil alerta também para a previsão de pancadas de chuva e descargas elétricas nestes dias. Segundo o órgão, esta combinação pode aumentar os riscos à população e provocar transtornos em diferentes regiões do estado.
O que é o ciclone-bomba
O fenômeno, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina.
Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes.
Segundo as previsões, a pressão central do ciclone deve cair de 967 hPa na sexta-feira para cerca de 941 hPa no sábado, o que confirma o processo de bombogênese.
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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
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