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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026

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Estrangeiro tira quase R$ 12 bilhões da bolsa brasileira em agosto

Movimento de saída ocorre em meio ao clima de incerteza que ronda o mercado doméstico com a volta da preocupação fiscal de volta ao radar e a proximidade das eleições

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Estrangeiro tira quase R$ 12 bilhões da bolsa brasileira em agosto
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Investidores estrangeiros retiraram quase R$ 12 bilhões da bolsa brasileira em agosto, em meio ao clima de incerteza que ronda o mercado doméstico com a volta da preocupação fiscal ao radar e a proximidade das eleições.

Em sete pregões até 11 de agosto, a saída contabilizou R$ 11,93 bilhões, sem considerar aportes em IPOs e follow-ons, segundo dados da Elos Ayta divulgados nesta quinta-feira (13).

Os dados prévios colocam agosto como o segundo mês com maior saída de dinheiro estrangeiro da bolsa brasileira, atrás apenas de maio, quando a retirada foi de R$ 14,91 bilhões.

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Porém, chama a atenção o peso desta saída: em sete pregões, o mês de agosto representa o equivalente a 80% do total retirado em maio.

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“O ritmo observado acende um alerta para a possibilidade de agosto terminar entre os meses de maior saída de capital estrangeiro da B3 em 2026”, afirma Einar Rivero, CEO da Elos Ayta.

“Ainda é prematuro projetar o resultado para o fechamento do mês, mas a velocidade da retirada chama atenção, especialmente depois da entrada líquida registrada em julho, de R$ 2,56 bilhões”.

O movimento também mostra reversão do comportamento visto no primeiro semestre, sobretudo nos primeiros meses de 2026.

Em janeiro, o Ibovespa registrou saldo positivo de R$ 26,31 bilhões em capital estrangeiro – mais do que todo o acumulado em 2025.

A partir do segundo trimestre, entretanto, o comportamento mudou, com saídas de R$ 14,91 bilhões em maio e R$ 7,79 bilhões em junho.

O movimento visto no início do ano refletia uma série de fatores que culmiraram favorecendo o mercado doméstico.

À época, o mercado estimava que a Selic iria encerrar o ano em 12,25% ao ano, trazendo mais atratividade aos ativos de renda variável. Agora, porém, as expectativas apontam para a taxa de juros em 13,75% ao ano, segundo os dados mais recentes do Boletim Focus.

A bolsa brasileira, assim como outros mercados emergentes, também foi favorecida no início do ano por um movimento de rotação de carteiras, com investidores buscando alternativas ao mercado dos EUA em meio aos sinais de incertezas gerados pelo governo de Donald Trump.

B3 perde quase uma Vale

Esse montante se soma a significativa perda de valores das empresas listadas na bolsa de valores. Em sete pregões consecutivos de queda, as companhias presenta na B3 perdem R$ 279 bilhões em valor de mercado.

Segundo o levantamento, o montante corresponde a aproximadamente 90% do atual valor de mercado da Vale, de cerca de R$ 311 bilhões.

A análise do mercado financeiro é de que, com a proximidade das eleições, o apetite por risco dos investidores tende naturalmente a diminuir. Esse fator se soma ao alerta sobre a saúde fiscal brasileira.

Economistas têm criticado a condução da política fiscal por parte do governo, além de chamar a atenção para o quadro da dívida pública. Diante desse cenário, a avaliação é de que será preciso um ajuste fiscal já em 2027.

A leitura foi ainda corroborada no início da semana, quando o J.P. Morgan rebaixou a recomendação do Brasil de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente a compra) para neutro.

A instituição explicou que a decisão se deu diante de uma perspectiva política incerta, considerando que quem vencer as eleições em outubro terá de enfrentar taxas de juros reais altas e déficit fiscal (o governo gasta mais do que arrecada).

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FONTE/CRÉDITOS: gabrielbosa
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