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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026

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Mancini ganha certezas com a recuperação da imagem da Itália após clamor popular

Na última segunda-feira (28), a seleção italiana se redimiu da derrota para a Bélgica na abertura da Liga das Nações, goleando a Turquia por 4 a 1 fora de casa, em uma exibição que trouxe novas certezas para Roberto Mancini em seu projeto.

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Por Estadão Rondônia
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Mancini ganha certezas com a recuperação da imagem da Itália após clamor popular

A seleção italiana conseguiu melhorar um pouco a imagem negativa que ficou após a derrota para a Bélgica na abertura da Liga das Nações na semana passada. Na segunda-feira (28), durante a segunda rodada, a Azzurra venceu a Turquia fora de casa pelo placar de 4 a 1, uma partida que deu a Roberto Mancini novas certezas para dar andamento ao seu trabalho.

Foi uma exibição notável da Itália. Finalmente, o time mostrou o entrosamento e a coletividade que se esperava na reestreia do técnico diante dos belgas. O time italiano, atuando em solo turco, controlou a posse de bola, atraiu a marcação adversária, construiu jogadas tanto de forma pausada quanto rápida e apresentou um futebol de alta qualidade em boa parte da partida.

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O primeiro gol, no entanto, foi um tanto acidental. Após um escanteio rasteiro na primeira trave, Merih Demiral cometeu um erro, e a bola ficou à disposição do zagueiro Alessandro Bastoni, que marcou como um atacante. Depois disso, a Itália dominou completamente o jogo.

A vantagem de três gols foi construída ainda no primeiro tempo, através de jogadas de passes envolventes, onde a bola circulava de pé em pé, evitando a pressão turca. No início da segunda etapa, mais um gol, que amenizou as esperanças de reação do adversário. Esses gols ampliam um clamor popular que surgiu na Itália após outra decepção em sua tentativa de classificação para a Copa do Mundo: a necessidade de promover jovens talentos.

Exemplos de Kayode e Esposito para a seleção italiana

Os jovens de 21 e 22 anos, com trajetórias distintas no futebol, brilharam na vitória que marcou a segunda era de Mancini à frente da Azzurra: o centroavante Pio Esposito e o lateral-direito Michael Kayode. Eles representam a resposta ao chamado por renovação na seleção, que busca retornar ao Mundial desde 2014.

O atacante de 21 anos já havia mostrado suas qualidades em sua estreia, sendo capaz de fazer o pivô e facilitar a jogada para os colegas. Essa característica do centroavante da Internazionale, onde se destacou após um empréstimo ao Spezia, foi reafirmada na partida contra a Turquia.

No segundo gol, Esposito atuou como um típico camisa 9, sustentando a jogada na marca do pênalti e escorando para Giacomo Raspadori, que tocou para Kayode finalizar com precisão antes de Davide Frattesi marcar no rebote.

No terceiro gol, o jovem atacante recebeu novamente a bola na área, teve espaço para girar e atuou como assistente para Kayode, que desta vez não perdeu a oportunidade. No início da segunda etapa, Esposito completou a jogada em uma bola na trave de Sandro Tonali, selando a goleada. O jovem centroavante tem potencial para se tornar a referência do setor por muitos anos na seleção.

Kayode merece destaque à parte, especialmente por sua trajetória diferente da de Esposito. Originário da base da Juventus, ele enfrentou dificuldades para se firmar no futebol italiano, não recebendo a devida valorização na Fiorentina. Sua ida para a Inglaterra, onde se destacou como um lateral ofensivo na última temporada, finalmente lhe rendeu uma oportunidade na seleção.

Ainda que tenha sido difícil, mesmo quando em boa fase na Premier League, não foi convocado para a repescagem da Copa, onde a Itália foi eliminada pela Bósnia e Herzegovina. Agora, sua força física e ofensiva, evidenciada na partida contra a Turquia, aparece como solução para a lateral direita, que carecia de um titular sólido.

Entretanto, Kayode terá que competir por uma posição com o também promissor Marco Palestra, do Chelsea, que tem 21 anos. A inclusão de jogadores sub-23 ao lado dos mais experientes, como Nicolò Barella, Gianluigi Donnarumma, Tonali e Federico Dimarco, é o caminho para a Itália reencontrar seu caminho no futebol.

Seleção italiana depois de gol sobre a TurquiaSeleção italiana depois de gol sobre a Turquia (Foto: IMAGO / Seskim Photo TR)

Turquia não cria dificuldades para Itália no primeiro tempo

No primeiro tempo, a Turquia pouco incomodou Gianluigi Donnarumma. Foram apenas duas finalizações: uma de Can Uzun, que mandou por cima do gol, e outra de Arda Güler, em um chute do meio-campo, logo após o terceiro gol italiano. As chances geraram um total de apenas 0.09 gol esperado.

Por outro lado, a Itália fez uma exibição brilhante. Depois de começar o jogo com um ritmo lento, a Azzurra criou as primeiras oportunidades com um chute de Esposito, que foi defendido pelo goleiro. O rebote resultou no escanteio que abriu o placar, que foi apenas o início do domínio da equipe italiana.

Com pouca pressão, o time visitante trocava passes livremente e avançava pelo campo sem dificuldades. Quando encontrava um corredor congestionado, invertia a jogada e buscava o outro lado, estratégia que rendeu dois gols. Esposito poderia ter balançado as redes antes, mas foi desarmado em uma boa chance aos 15 minutos. Já com 3 a 0 no placar, o irmão de Esposito, Sebastiano, teve uma oportunidade criada por Kayode, mas chutou para fora.

Turquia reage, mas é insuficiente

No retorno do intervalo, a Turquia descontou, aproveitando uma falha da defesa, com Baris Alper Yilmaz marcando em um gol vazio após passe de Oguz Aydin, enquanto Donnarumma estava fora de posição. Contudo, o gol de Esposito logo em seguida eliminou qualquer chance de reação da equipe da casa.

Apesar do revés, a Turquia melhorou na partida. Sob a liderança de Güler, conseguiu marcar um segundo gol que foi anulado devido à interferência de Aydin no goleiro italiano durante a finalização de Yilmaz. A equipe também levou perigo em cruzamentos que exigiram intervenções de Donnarumma, mas, no fim, não mereceu mais do que o que conseguiu.

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