A missão Artemis II, que levará quatro astronautas de volta à órbita lunar após mais de 50 anos, tem seu lançamento programado para esta quarta-feira (1º), às 19h25, pelo horário de Brasília. Para isso, a Nasa apostou no SLS (Space Launch System), considerado o foguete mais potente já construído pela instituição. Mas o que é necessário para mover essa estrutura em direção ao espaço?
O estágio central da aeronave está em uma combinação de hidrogênio e oxigênio líquido. Essa escolha traz um diferencial em relação ao impacto ambiental do foguete, a junção química desses dois elementos forma água.
Em entrevista à CNN Brasil, o especialista em Astronáutica Pedro Pallotta explica que essa característica torna o coração do veículo espacial surpreendentemente limpo.
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“O interessante é que o que sai desses motores, na verdade, é água. Porque a junção de hidrogênio com oxigênio vai formar água. Então, pelo menos na parte central, ele não é um foguete poluente”, destaca.
Apesar do núcleo ser movido a combustível líquido sustentável, o peso do SLS, que ultrapassa 1.500 toneladas, exige um impulso extra para sair do chão.
Para isso, o foguete conta com propulsores laterais boosters que utilizam propelente sólido, fabricados pela empresa Northrop Grumman, essenciais para garantir a potência na decolagem.
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Os motores RS-25, responsáveis pela queima do hidrogênio e oxigênio na parte central, construída pela Boeing, foram reaproveitados dos antigos ônibus espaciais da Nasa, sendo que um deles já voou ao espaço 15 vezes.
Com toda essa engenharia, o custo do lançamento do SLS gira em torno de US$ 4,1 bilhões (mais de R$ 20 bilhões) por missão.
Entenda como será a missão
O lançamento do foguete partirá do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos.
A missão será conduzida por quatro astronautas a bordo da cápsula Orion, em uma tripulação considerada histórica por sua diversidade.
O comandante será Reid Wiseman, acompanhado pelo piloto Victor Glover, que se tornará o primeiro homem negro a viajar tão longe no espaço.
Também integram a equipe Christina Koch, primeira mulher designada para uma missão lunar, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, o primeiro não estadunidense a participar de uma missão tripulada ao redor da Lua.
Veja os astronautas que vão participar-
1 de 6Astronautas Jeremy Hansen, Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman integram a equipe da missão Artemis II • Nasa
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2 de 6Tripulação da missão Artemis II posa no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, EUA, em frente à cápsula Orion; da esquerda para a direita: Jeremy Hansen, Victor Glover, Reid Wiseman e Christina Hammock Koch • Kim Shiflett | Nasa
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3 de 6Selecionado como astronauta da Nasa em 2009, Reid Wiseman foi designado comandante da missão Artemis II. • Nasa
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4 de 6Victor J. Glover foi selecionado como astronauta da NASA em 2013 e está designado como piloto da missão Artemis II. • NASA/Bill Ingalls
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5 de 6Única mulher da tripulação, Christina Koch está designada como especialista de missão da Artemis II • Nasa
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6 de 6Astronauta da Agência Espacial Canadense (CSA), Jeremy Hansen fará história ao se tornar o primeiro canadense a participar de uma missão tripulada à Lua
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Com duração estimada de dez dias, a Artemis II seguirá uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua.
Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave será impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantirá o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.
QUIZ – Teste seus conhecimentos sobre a Artemis II
No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço.
A missão não prevê pouso na superfície lunar. O principal objetivo é testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.
Durante a missão, os astronautas enfrentarão desafios como a exposição à radiação cósmica e os efeitos da microgravidade, que incluem perda de massa óssea e muscular, além de alterações na circulação de fluidos corporais.
A alimentação será composta por itens de longa duração, desenvolvidos para evitar resíduos que possam comprometer os equipamentos a bordo.
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