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Terça-feira, 15 de Setembro de 2026

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Petróleo perde fôlego, mas mantém os US$ 100 após ataques no Oriente Médio

Preocupações com o suprimento de petróleo se intensificaram depois ⁠que as forças houthis no Iêmen, ​apoiadas pelo Irã, lançaram novos ataques contra a Arábia Saudita na segunda-feira (14)

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Petróleo perde fôlego, mas mantém os US$ 100 após ataques no Oriente Médio
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Os preços do petróleo subiam mais de 1% nesta terça-feira (15), depois que ataques à infraestrutura energética ​da Arábia Saudita deixaram o oleoduto Leste-Oeste do reino ​fora de operação, aumentando os temores de que os danos à infraestrutura energética e às rotas de transporte possam demorar mais tempo para serem reparados.

Os contratos futuros do petróleo Brent subiam US$ 0,34, ou 0,32%, para US$ 106,02 por barril às 8h30 (horário de Brasília), enquanto os contratos futuros do WTI (West Texas Intermediate) dos EUA registravam alta de US$ 1,02, ou 1,01%, para US$ 102,41 por barril.

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Preocupações com o suprimento de petróleo se intensificaram depois ⁠que as forças houthis no Iêmen, ​apoiadas pelo Irã, lançaram novos ataques contra a Arábia Saudita na segunda-feira (14), enquanto os países ​árabes do Golfo adiaram as discussões planejadas com o Irã.

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“Novos ataques dos houthis contra a Arábia ⁠Saudita podem estar influenciando as expectativas dos investidores ⁠do mercado de petróleo quanto à gravidade e à duração do conflito”, disse Hamad ​Hussain, ‌economista sênior especializado em clima e commodities da Capital Economics.

Os houthis afirmaram na segunda-feira ter disparado dezenas ⁠de mísseis e drones contra uma base aérea militar em Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, visando hangares de aeronaves, sistemas de radar, pistas de pouso e depósitos de munição, em retaliação aos ataques aéreos sauditas ‌no ⁠Iêmen.

Isso ocorreu após ‌os ataques de sexta-feira (11) à Arábia Saudita, que Riade atribuiu a combatentes apoiados pelo Irã no Iraque.

Os ataques interromperam o funcionamento do oleoduto Leste-Oeste do país, que permite exportar petróleo contornando o bloqueado Estreito de ⁠Ormuz, por onde anteriormente passava cerca de um quinto ⁠do suprimento mundial de petróleo.

A Arábia Saudita poderia esgotar o petróleo bruto disponível para exportação em poucos dias, a menos que ‌o oleoduto Leste-Oeste retome as operações, segundo compradores e operadores.

O ataque ao oleoduto ameaçou até 4% do abastecimento global de petróleo.

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“O ataque recente pode ser mais grave e ameaçar os 2 mb/d restantes das exportações recentes de Yanbu, com as últimas estimativas de reparo variando de ‘muito em breve’ a ‌oito semanas”, afirmou o Goldman Sachs em uma nota.

Os ataques à infraestrutura petrolífera marcaram uma escalada significativa do conflito e aumentaram a probabilidade de o Brent subir acima de US$ 120 por barril, afirmou ⁠o Goldman Sachs, citando um cenário em que a produção média de petróleo do Golfo em 2027 permaneça 4 milhões de barris por dia abaixo dos níveis pré-guerra.

O tráfego de navios de commodities pelo Estreito de ​Ormuz caiu para quatro na segunda-feira, ante 10 no dia anterior, segundo dados preliminares da Kpler divulgados na ​terça-feira, gerando preocupações sobre uma rota que transportava cerca de um quinto dos suprimentos globais de petróleo antes do início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

*Com informações da Reuters 

FONTE/CRÉDITOS: reuters
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